George Russell descreveu o triunfo no GP do Azerbaijão como o resultado de um trabalho prolongado para adaptar a sua condução ao Mercedes. Depois de conquistar a pole position com oito décimos de vantagem, venceu uma corrida decidida por apenas um décimo, sob pressão de Max Verstappen. O britânico destacou a resiliência da equipa de engenheiros que o acompanha e considerou este o fim de semana mais dominante da sua carreira.
Russell disse que nunca perdeu a confiança nas suas capacidades, mesmo quando não conseguia acompanhar o ritmo dos mais rápidos. Agora, depois de três partidas da primeira linha e três pódios nas quatro corridas desde a pausa, acredita que pode lutar pela vitória regularmente.
“Sabe muito bem, para ser sincero. Estou muito orgulhoso da resiliência que eu e o meu grupo mais próximo de engenheiros demonstrámos durante os períodos difíceis deste ano, porque houve muito trabalho para superar alguns desafios e adaptar o meu estilo de condução a este novo carro. A Fórmula 1 é muito exigente: não temos oportunidades para praticar isto. Finalmente, está a tornar-se um pouco mais intuitivo para mim do que era antes e estou a ganhar confiança. Sobretudo em circuitos como este, isso permite-nos extrair um pouco mais nas travagens, aproximarmo-nos um pouco mais dos muros, e foi um fim de semana sem falhas”.
Sobre a confiança, ou falta dela, Russell reconheceu que nunca foi problema. O piloto entendeu que o processo em que estava envolvido exigia paciência:
“Penso que nunca perdi essa confiança em mim próprio. Mesmo nos momentos difíceis, sabia que havia uma razão para estar abaixo do ritmo. Não era como se, de repente, me tivesse esquecido de conduzir, e sabia que conseguiria voltar a encontrar esse ritmo. Só tinha de ser paciente. Por isso, sinto-me confiante. Passaram quatro corridas desde a pausa; parti da primeira linha em três delas e consegui três pódios em quatro corridas. Sinto que agora posso lutar pela vitória todas as semanas”.
Russell não escondeu o contentamento por ter feito o que considera o fim de semana mais dominante da sua carreira, culminando com um Grand Slam (pole, vitória, melhor volta e liderança do início ao fim):
“Penso que é provavelmente o meu primeiro Grand Slam na Fórmula 1 e, sem dúvida, o fim de semana mais dominante da minha carreira. Acontece numa altura muito boa. Também me deixa muito orgulhoso consegui-lo num circuito que exige tanto empenho e confiança, porque penso que teria sido muito fácil perder a fé esta temporada. Não necessariamente quanto à possibilidade de ganhar o campeonato, mas quanto às minhas capacidades — e isso nunca aconteceu.”
Foto: Philippe Nanchino / MPSA








