F1: Andy Cowell abandona o seu cargo

Por a 15 Junho 2020 18:00

Andy Cowell é o responsável máximo das unidades motrizes da Mercedes e irá abandonar o cargo que ocupou durante 16 anos.

Cowell é um dos grandes responsáveis pelo sucesso da Mercedes na era híbrida. O engenheiro britânico que atualmente exerce o cargo de diretor executivo da Mercedes AMG High Performance Powertrains irá abandonar o cargo no próximo mês.

O seu nome ficará ligado ao sucesso da Mercedes, numa era em que os motores assumiram uma importância tremenda. Foi graças ao seu trabalho que a Mercedes se tornou na maior força da F1. Cowell irá abandonar o cargo depois de 16 anos a trabalhar na High Performance Powertrains.

Uma nova equipa de liderança será criada, com Hywel Thomas a assuumir o cargo de diretor-executivo, com responsabilidade direta pela unidade motriz. Adam Allsopp, Richard Stevens e Ronald Ballhaus farão parte da restante estrutura de gestão para guiar as divisões de motores da empresa.

Cowell informou a equipa da sua intenção de sair no início deste ano e ajudará a garantir uma transição suave das suas responsabilidades entre a equipa de liderança sénior e será “consultor da Mercedes-Benz AG num grande projeto futuro até o início de 2021.”

“Depois de 16 anos agradáveis ​​a trabalhar na HPP, decidi que agora é a hora certa de deixar minha função e procurar um novo desafio de negócios de engenharia”, disse Cowell. “Gostei da oportunidade de trabalhar com Markus [Schäfer, Daimler] e Toto [Wolff] na definição da futura estrutura de liderança da empresa e tenho toda a confiança na capacidade do Hywel e da equipa em liderar a empresa. Foi uma honra trabalhar para a Mercedes e, principalmente, ser o diretor administrativo da HPP por sete anos.”

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, prestou homenagem à “excelente contribuição” de Cowell:

“A liderança de Andy na equipa da HPP tem sido um fator-chave no sucesso do campeonato nas últimas temporadas”, disse Wolff. “Ele deu uma contribuição notável ao nosso legado do automobilismo e eu valorizo ​​o nosso relacionamento de trabalho desde 2013; Estou certo de que ele terá grande sucesso no próximo desafio que ele decidir assumir. A nossa filosofia sempre foi a de que uma equipa vencedora é uma organização dinâmica e essa mudança é uma parte natural do desenvolvimento de cada empresa.”

“Estou particularmente satisfeito por termos conseguido trabalhar juntos para criar uma nova estrutura de liderança, aproveitando a força da equipa em Brixworth. Isso coloca-nos em uma posição muito forte para os próximos anos, pois pretendemos estabelecer novos parâmetros de referência na Fórmula 1 e na Fórmula E.”

Caro leitor, esta é uma mensagem importante.
O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI

8 comentários

  1. Frenando_Afondo™

    15 Junho, 2020 at 19:52

    Bem, então fica confirmado que Toto Wolff vai sair já amanhã para mandar na Aston Martin com os seus 1%?

  2. João Pereira

    15 Junho, 2020 at 23:58

    Está na hora de também nós os fans de F1 pensarmos noutros desafios, esta é a ideia que cada vez toma mais força na minha mente ao fim de quase 50 anos a seguir F1, e todo o desporto motorizado. A F1 sempre foi o topo da tecnologia e experimentação junto com os Protótipos e o Mundial de Ralis.
    Os Ralis vão sobrevivendo com 3 construtores que fazem carros com a bitola que a FIA lhes deu. Longe vão os tempos em que havia 10 ou mais construtores envolvidos com equipas oficiais, e não me venham com os custos, porque a culpa é de não haver equivalências que proporcionem ás marcas alinharem os produtos que lhes interessa promover. Que carro poriam a correr a Mercedes, a BMW, a Porsche… para vencer uma prova do Mundial, também elas todas feitas por apenas duas bitolas em que a diferença é apenas asfalto ou terra, já que as distâncias e formatos são todos iguais. O Rali do Algarve praticamente inventou o conceito de prova realizada em rondas à volta de um centro (há 40 anos), mas era uma prova com pisos que hoje são inadmissíveis, e que fizeram da prova o terreno para prova de fogo para carros como o Quattro ou o Delta S4.
    Os Protótipos já sabemos que andam sempre aos altos e baixos com os regulamentos, e provavelmente vão renascer durante meia dúzia de anos com o futuro regulamento Hypercar ou lá o que lhe vão chamar, mas que me parece bem desde já, e bem melhor que esta treta de LMP’s que estamos a viver.
    Voltando ao tópico que mais nos interessa, que é a F1, vai ser morta por americanos que querem facturar muito a baixo custo, e transformar o Mundial de F1 num Mundial de Formula Formula, que será parecido com a Indy, só que será mesmo um Campeonato do Mundo e não um Campeonato do Mundo da América. Low budget High profit, um espectáculo em que as marcas como a Ferrari, Mercedes e outras marcas nunca terão interesse, porque deixará de ser uma montra/laboratório de tecnologia. Isso não é F1! A F1 pode não perder os seus pilotos idolos se os carros continuarem a ser os mais velozes, mas vai perder os seus engenheiros mais criativos, geniais… Os génios criativos precisam de liberdade para mostrarem a sua genialidade, e como se não chegassem as bitolas em termos de formato de carros e motores, agora vamos ter o budget, que sendo livre, ainda nos permitia perceber que a inteligência, criatividade e genialidade de um grande engenheiro de F1 ou seja do que for, não tem limites, a não ser que lhe sejam impostos.
    Vamos perder os grandes Engenheiros na F1, porque estes vão perder o prazer de competirem uns com os outros, isso sempre foi o que fez a diferença da F1, e o que fez os pilotos quererem estar na F1, porque tinham garantidos os melhores e mais velozes carros do mundo, nem que fosse para decidir quem não ficava em último. O futuro (na F1) é mais o piloto menos o carro, mas os carros não vão ser o melhor que a mente humana consegue imaginar, vai ser mesmo e apenas uma questão de cor (não me chamem já racista). Vivam a CIN, Barbot, Robialac, porque o resto vai ser mais um chassis Dallara com motor Mecachrome (Exemplo mais corrente).
    Quando os construtores se aperceberem disto, vamos ter uma F1 como a Indy, e o WRC, com dois ou três construtores, mas nenhum se vai chamar Mercedes ou Ferrari, só farão motores, ou pagarâo a quem os faça (ex: Mecachrome) e os chassis serão todos iguais (ex: Dallara) com uns kits aerodinâmicos feitos na Pollux ou outra qualquer marca de alguidares de plástico.
    O que mais me chateia é que provavelmente vou assistir à morte da F1, numa altura em que já se fazem corridas em que os pilotos guiam carros virtuais, e carros reais podem ser guiados por informáticos peritos em algoritmos cujo nome nem aparece.

    • jo baue

      16 Junho, 2020 at 11:34

      jp-, talvez a raíz do mal seja a tecnologia híbrida, ideia do todt e amigos.

      Um piqueno off topic,uma duvida: porque é que em Portugal se repete sempre que a estreia do S4 foi no Rali do Algarve (sim, na véspera houve uma demonstração no campo de treino do Belenenses)?

    • Ioques

      16 Junho, 2020 at 17:15

      É engraçado como a memória tende a ser romântica 🙂
      A actual geração de WRC é fantasica, quando se estreou em 2017 tivemos 4 marcas diferentes a ganhar as primeiras 4 corridas, quantos anos é preciso andar para trás para voltar a encontrar isto? todos os anos tem havido vitórias de todos os construtores (pena a citroen ter saido), no passado quantas equipes passavam por lá que nunca iam sequer ao pódio?

      A resistência esteve moribunda e agora tem um mercado enorme, sim é certo que está a terminar um ciclo e vamos ver como corre o próximo.

      Na F1 sempre houve ciclos dominados por uma ou duas marcas, por exemplo algures nos anos 80 ou ganhava um maclaren ou ganhava um maclaren, já para não falar na seca dos anos Schumacher, as corridas eram sempre iguais, ganhas na box e sem ultrapassagens, e eu via todas mesmo assim.
      O que quero dizer é que não vale a pena a conversa do “no meu tempo é que era”, isto é mais “quem gosta, gosta sempre!”

    • Daniel Sousa

      16 Junho, 2020 at 23:21

      Estou completamente de acordo. É negativo imporem estes limites. Deviam aumentar a liberdade de todos, nao diminuir

  3. O Verstappen comeu o Hamilton de cebolada

    16 Junho, 2020 at 10:29

    Estes sim. São engenheiros e técnicos deste nível que, verdadeiramente, desenvolvem os carros para os pilotos poderem ganhar campeonatos. Estes sim!

    Cumprimentos

  4. jo baue

    16 Junho, 2020 at 10:55

    Seria uma mais-valia para um novo construtor, mas para a equipa do Toto não será uma grande perda, sem a vantagem inicial e exclusiva do óleo queimado o motor da Merc não é nada que meta medo. Provavelmente disse ao Tototroll que com o novo regulamento e pouco óleo o cenário é diferente e saiu. e vamos a ver se se confirma mais uma vez q quem sai da merdeces não se vai chibar para a concorrencia. Massimo Tortora, sabem quem é? O responsável máximo do simulador de Maranello. O ultimo da longa lista dos q foram pescar agora à Ferrari, e colocaram imediatamente como vice-projetista (dá jeito a imprensa amiga esconder, já se sabe). Sintomático né?…

    De qualquer modo, esse Cowell é um bom técnico, foi ele q esteve na base do Ford 10 cil.que venceu em Nurburgring com o Herbert.

Deixe aqui o seu comentário

últimas F1
últimas Autosport
f1
últimas Automais
f1
Ativar notificações? Sim Não, obrigado