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A caminho dos 70 no Rali da Madeira: 1959-2025

José Luis Abreu by José Luis Abreu
27 Julho, 2026
in Destaque Homepage, Newsletter, Ralis
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A caminho dos 70 no Rali da Madeira: 1959-2025

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Das duras picaretas dos anos 60 ao ronco vanguardista dos modernos Rally2, o Rali Vinho Madeira atravessou seis décadas e meia colado à alma de um povo e à dureza indomável da sua orografia; entre o rufar dos MG A e Porsche pioneiros, a revolução estridente dos Grupo B, os épicos duelos transalpinos nas serras e a consolidação dos ases insulares face à ameaça estrangeira, a “Pérola do Atlântico” transformou as suas sinuosas estradas florestais e de montanha num santuário sagrado do automobilismo ibérico e mundial.
O essencial da história, contamos-lhes nas próximas linhas…

O Rali da Madeira nos anos 1960
A Volta à Ilha da Madeira em Automóvel foi criada ainda na década de 50 juntando dois propósitos. O evento dava corpo a uma enorme paixão que os madeirenses sempre tiveram pelos automóveis e pelas estradas pois não poderá ser esquecido que durante séculos foi extremamente difícil ir além da montanha mais próxima, devido à orografia, e servia ainda como meio promocional do destino turístico. Parceria entre as entidades da altura e o CS Madeira, a prova debutou em 1959 e, ganha por José Bernardino Lampreia em MG A, constituiu assinalável êxito.

Já na década em que o “ié-ié” dos Beatles chegava às discotecas pela importação direta, o rali justificou a presença dos melhores valores nacionais da altura e as populações não arredaram pé dos quintais ou “poios” para assistir à passagem de pilotos como Horácio Macedo e os seus inesquecíveis Mercedes 300SL ou Ferrari 250, António Peixinho e a verdadeira “espada” que era o Alfa Romeo Giulia, o pequeno mas brioso Austin Cooper de Manuel Gião ou as diabruras do madeirense Zeca Cunha, que conseguiu mesmo vencer em 1965 com um Triumph TR4.

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Em 1967 consumou-se a internacionalização da “Volta”. Jean-Pierre Nicolas, hoje figura incontornável do automobilismo mundial, foi o primeiro estrangeiro a ganhar na nossa ilha. Os Renault 8 desenvolvidos pelo mago Amédée Gordini monopolizaram as atenções e ocuparam o topo da classificação. A cobertura rodoviária da Madeira avançava ao ritmo lento da picareta e as estradas eram duma dureza pouco consentânea com a fragilidade mecânica vigente.

Tais fatores conjugados determinaram que na edição de 1969, pouco depois dos americanos fincarem a bandeira na lua, apenas um carro conseguisse cortar a linha de meta. O autor da proeza foi o português Américo Nunes. Equipado dum bom e muito potente Porsche 911S, o piloto já havia ganho no ano anterior e estava ainda longe de saber que consolidaria, já na década seguinte, o título de rei das estradas madeirenses. Uma década após a sua criação, a “Volta” era já um dos acontecimentos sociais mais importantes do arquipélago.

O Rali da Madeira nos anos 1970
No começo da década de setenta, os cabelos ficavam maiores na proporção em que os Porsche 911 eram cada vez mais cobiçados pela população, pois o modelo dominou o primeiro quarto do decénio. Uma das máquinas saídas de Zuffenhausen já detinha mesmo o cognome de Bomba Verde e ao seu volante estava o inevitável Américo Nunes que, além de ganhar o rali tanto em 1970 como em 1977, ainda conseguiu ser segundo em 1972 e 1971, precisamente atrás doutro Porsche, o de Giovanni Salvi.

1974 foi ano de crise energética quando a OPEP decidiu reduzir drasticamente a extracção do “ouro negro”. Em ano também de mudanças políticas drásticas em Portugal, a competição automóvel esteve proibida no nosso país e a Volta à Madeira em Automóvel não se realizou.

Até essa altura, no entanto, o palmarés já havia voltado a democratizar-se pois em 1972 e 1973 haviam ganho os Fiat 125 S e Opel 1904 S de Luis Neto e Gomes Pereira. Carros simples, relativamente rápidos mas decididamente robustos para enfrentar as agruras que a velocidade média imposta determinava. No ano que se seguiu à Revolução dos Cravos, a vitória coube novamente a um madeirense. João Clemente “Janica” Aguiar e o seu Ford Escort eram os ídolos dos “aceleras” da Dinky Toys.

Já com os anos 80 à espreita, quis levar-se a prova ao cobiçado Campeonato da Europa. Para promover o evento veio até à Madeira uma jovem esperança finlandesa chamada Ari Vatanen. Nome que, posteriormente, seria um dos sinónimos de rali, como o puderam perspetivar todos os que assistiram às suas longas ‘atravessadelas’ a acenar ao público com o braço de fora do Ford Escort RS com que venceu em 1978. A alegria dos fervorosos adeptos locais só voltou a ter par com a confirmação da entrada no “Europeu”.

A década terminou com o triunfo do italiano Tony que ‘embasbacou’ miúdos e graúdos com o Lancia Stratos, qual objeto voador não identificado a rasar as estradas da ilha. Debruçados das suas tendas na obrigatória romaria campista da época às nossas serras, os espetadores não resistiram ao apelo do carro com um motor Ferrari Dino nem ao ímpeto de Adartico Vudafieri com o menos elegante mas valoroso Fiat 131 Abarth.

FOTO Arquivo AutoSport

O Rali da Madeira nos anos 1980
Os anos 80 chegaram com o Rali Vinho Madeira a subir de forma galopante no Campeonato da Europa pois em apenas quatro anos a prova organizada pelo Club Sports Madeira chegou ao coeficiente máximo, na altura quatro. No primeiro ano da década, Vudafieri vingou-se e levou mesmo o Fiat 131 Abarth ao posto mais alto do pódio mas no ano seguinte o campeão luxemburguês Ali Kridel causou surpresa ao vencer apesar da presença de adversários mais bem cotados. Atrás de si ficou Antonella Mandelli, italiana ao volante dum Fiat 131 Abarth, que tornou-se símbolo de popularidade na ilha e fonte de muito suspiro para os púberes na estrada.

Tony Fassina regressou em 1982 e venceu com um Opel Ascona 400 da Conrero. Um ano depois um jovem, desta feita italiano, ganhava notoriedade internacional ao ganhar com o novo e rápido Lancia 037. Campeão europeu nesse ano, Massimo Biasion viria a colocar várias vezes o seu nome do palmarés também do Mundial. Outro nome que dispensa apresentações, Henri Toivonen levou o belo Porsche 911 SC da Rothmans ao triunfo em 1984. Salvador Serviá foi o primeiro num pódio monopolizado pelos Lancia 037 em 1985.

A segunda metade do decénio foi praticamente monopolizada sempre pela Lancia mas então com o Delta. Fabrizio Tabaton obteve a sua primeira vitória no rali em 1986 com o muito potente Lancia Delta S4 no “cantar do cisne” dos saudosos grupo B, e o ascendente Dario Cerrato, já noutro dos carros mais bem sucedidos entre nós, o Lancia Delta de tração integral, triunfou em 1987. Yves Loubet ganhava no último ano do decénio, exactamente doze meses depois de, após muitas tentativas, Patrick Snijers conseguir vencer com o BMW M3.

Os meninos e meninas alinhados e com ‘poupinhas’ inspiradas em bandas como os Smiths e Talk Talk, ou mesmo os mais extrovertidos ao som de Michael Jackson, tinham agora de colocar-se em bermas mais seguras quando iam ver a Volta. Em 1986 deu-se um violento acidente no Rali de Portugal e a FIA, para além de acabar com o grupo B, decidiu implementar fortes medidas de segurança. Antes disso, já o Rali Vinho Madeira havia dado o exemplo que acabou ditando normas internacionais de procedimentos.

O Rali da Madeira nos anos 1990
No dealbar da década de 1990 já não havia a famosa Noite do Rali, abolida por razões de segurança mas os madeirenses aumentaram de número naquelas que eram ainda chamadas estradas florestais. Com a Madeira já muito transformada pela chegada dos fundos europeus, as estradas e provas especiais surgiam muito melhoradas e até tinha desaparecido o empedrado que durante anos fez a delícia dos espetadores e atormentou concorrentes e fornecedores de pneus.

Tal como em muitas edições anteriores, os anos 1990 foram, no Rali Vinho Madeira, palco do domínio quase perfeito de pilotos italianos. Fabrizio Tabaton ganhou a prova em 1990 e 1991 com os Lancia da sua HF Grifone e Andrea Aghini, primeiro com o “Deltona” e depois com carros da Toyota foi o primeiro em 1992, 1994 e 1998. Numa das vezes, no triunfo intercalar e com um Celica GT Four, o piloto conseguiu a notável proeza de ganhar todas as provas especiais duma mesma edição. Um recorde que perdura e, face à atual competitividade, deverá ser difícil de bater.

Outro italiano a dar cartas entre nós foi Piero Liatti com vários modelos da Subaru Itália. As suas prestações em vários ralis internacionais como o da Madeira, onde ganhou em 1995 com um Impreza, permitiram-lhe a entrada na equipa oficial da marca. Posteriormente, fez algumas “perninhas” entre nós e venceu em 1997. No último ano da década e também com um Subaru Impreza WRC foi a vez do belga Bruno Thiry, que tornou-se um dos habituais nas listas de inscritos, ser o primeiro.

No entanto, um dos factos mais marcantes destes anos foi o regresso dos pilotos portugueses ao livro de ouro da prova. Depois de várias fortes apostas, Fernandes Peres conseguiu bater toda a concorrência nacional e estrangeira ao impor o Ford Escort Cosworth azul e amarelo. Sentado ao seu lado estava o madeirense Ricardo Caldeira e este triunfo foi ainda motivo de maior júbilo para toda uma população. Também com um carro da marca da oval, mas três anos antes de Peres, Patrick Snijers obteve o seu último sucesso na ilha.

O Rali da Madeira nos anos 2000
Já na década de 2000, o Rali Vinho Madeira manteve a inércia dos anos dourados anteriores, recusando baixar de forma na exigente e concorrida cena internacional da modalidade. No simbólico ano 2000, outrora argumento fecundo para a literatura de ficção, Piero Liatti ainda logrou impor a superioridade mecânica de um Subaru, mas os anos imediatamente seguintes trariam a incontestável hegemonia da construtora francesa, com a Peugeot a fazer verdadeira “razia” ao vencer todas as edições até 2004. O lendário 206 WRC afirmava-se, assim, como uma máquina de precisão cirúrgica, talhada na perfeição para os sinuosos e desafiantes traçados do arquipélago.

A toada de triunfos encontrou corcova de ouro em nomes sonantes e estruturas de inegável mérito. Em 2001, Adruzilo Lopes alcançou um objetivo há muito perseguido por si e pela equipa da Peugeot Portugal, enquanto no ano transato Andrea Aghini repetiu a dose naquela que viria a ser, durante longos anos, a sua derradeira aparição competitiva na Madeira. A estrutura nacional dirigida por Carlos Barros viria a saborear novamente o topo do pódio em 2003, desta feita pela mão inspirada de Miguel Campos. Ao longo deste ciclo, os lugares cimeiros foram firmemente monopolizados por um modelo que, ainda hoje, perdura com indizíveis saudades na memória e no coração dos fervorosos adeptos insulares.

Com o cerco regulamentar a banir os monolíticos WRC de todos os campeonatos que não o Mundial, a engenharia encontrou novas respostas. Vítor Sá dispunha de um valente Peugeot 306, a ferramenta ideal para devolver os pilotos madeirenses ao cume da classificação absoluta do Rali Vinho Madeira. Foi exatamente esse o feito histórico concretizado em 2004, quase três décadas após o último lustre de um concorrente insular. Um marco incontornável na biografia desportiva de quem dominou a cena regional, espelhando por inteiro o vigor e a alma que a modalidade sempre ostentou na pérola do Atlântico.

O epílogo da década traria novos protagonistas e montadas revolucionárias, com a chegada da esquadra transalpina e da nova categoria S2000. Em 2005, Renato Travaglia – piloto que sempre gozou de enorme e fervoroso arraial de simpatizantes na ilha – ascendeu ao lugar mais alto com um Renault Clio S1600, beneficiando de um dramático revés mecânico que abateu o Fiat Punto de Giandomenico Basso à entrada da derradeira classificativa. O rápido italiano redimir-se-ia com autoridade nos dois anos seguintes e também em 2009, sempre ao volante do Punto S2000, apenas encontrando resistência momentânea em figuras como Nicolas Vouilloz, futuro campeão do prestigiado IRC.

O Rali da Madeira nos anos 2010
A era dourada dos anos 2010 fez-se entre a hegemonia internacional e a paixão insular. No dealbar da década de 2010, o Rali Vinho Madeira viu-se no centro de profundas mutações regulamentares e geopolíticas no desporto automóvel, com a transição do estrelato do Intercontinental Rally Challenge (IRC) para a reconfiguração do Campeonato da Europa de Ralis (ERC). Apesar das oscilações nos calendários internacionais e de um parque de assistência que por vezes rareava o fulgor de outros tempos, as emblemáticas estradas da ilha mantiveram incólume a sua aura mítica.
As infraestruturas regionais, já amplamente modernizadas, continuavam a desafiar os ases do volante com o seu asfalto abrasivo e sinuoso, enquanto milhares de espetadores — autênticos peregrinos acampados por serras e montes — asseguravam o fervor popular que sempre distinguiu a “Pérola do Atlântico” no panorama global da modalidade.

O domínio estrangeiro nesta década traduziu-se numa verdadeira demonstração de força tecnológica e de pilotagem cirúrgica, com os monolíticos carros da categoria S2000 — e posteriormente os potentes R5 — a ditarem leis severas. Nomes consagrados como o belga Freddy Loix, ao serviço da Skoda, impuseram uma eficácia mecânica notável, beneficiando muitas vezes das vicissitudes e acidentes que dizimaram a concorrência em duras batalhas cronometradas. Contudo, o nome que inexoravelmente marcou a toada internacional na ilha foi o do transalpino Giandomenico Basso.
Ao volante de máquinas de Turim ou de emblemas franceses, Basso protagonizou duelos épicos, como o inesquecível mano a mano com Bruno Magalhães em 2013, carimbando na Madeira triunfos categóricos que o catapultaram para a galeria dos eleitos e para o cobiçado topo do “livro de ouro” da prova.

No entanto, o pulsar do rali encontrava sempre o seu verdadeiro eco no fator local e na alma inquebrantável dos pilotos portugueses e madeirenses. A década consagrou o talento de Vítor Sá, no regional, elevando para uns impressionantes onze títulos o seu pecúlio no campeonato madeirense, demonstrando uma longevidade competitiva ímpar. Mas o grande momento de rutura na hegemonia forasteira consumou-se pela mão de Alexandre Camacho.
Navegado por Pedro Calado, o piloto madeirense quebrou um longo jejum insular que já durava desde 2004, ao vencer de forma magistral, inaugurando uma era de triunfos consecutivos ao volante dos Skoda Fabia R5 da equipa local, perante o delírio indescritível de uma população que via, assim, os seus heróis regressar com justiça ao topo absoluto da tabela. O que foi uma exceção durante muito tempo, viria a tornar-se regra…

O Rali da Madeira nos anos 2020
Estes últimos anos de Rali da Madeira decorreram entre a resiliência Insular e o sotaque espanhol. No dealbar dos anos 2020, o Rali Vinho Madeira defrontou os ventos imprevisíveis de uma nova era, mas viu a sua mística intacta resistir a todas as adversidades.
Em tempos de profundas provações globais – a começar pela pandemia de covid 19 – o Clube Sports Madeira soube erguer um monumento de resiliência e rigor organizacional, mantendo viva a chama de uma prova que continua a fazer a delícia de legiões de adeptos fervorosos, aglomerados nas serras e estradas florestais do arquipélago.
As infraestruturas regionais, consolidadas ao longo de décadas, continuaram a servir de palco a uma verdadeira montanha-russa de emoções, onde o asfalto abrasivo e as condições climatéricas caprichosas testavam implacavelmente a fibra dos concorrentes.

Se a tradição ditava o apogeu dos ases locais e a supremacia das marcas gaulesas ou checas, a primeira metade desta década assistiu a uma fascinante internacionalização do topo da tabela. O jovem talento espanhol Diego Ruiloba, aos comandos dos Citroën C3 Rally2 da estrutura da Sports & You, impôs uma toada demolidora que o levou a assinar triunfos memoráveis em 2024 e 2025, desafiando com mestria e irreverência a nata dos pilotos madeirenses.
Ao lado de máquinas de topo como os Skoda Fabia e os novos Toyota GR Yaris Rally2 — guiados por figuras como o britânico Kris Meeke nas contas do Campeonato de Portugal de Ralis —, a competição adquiriu contornos de velocidade pura, reminiscentes de um verdadeiro Grande Prémio em estradas de montanha.

Contudo, a alma e o fervor popular da prova continuaram a ser indissociáveis do fator telúrico e do talento inesgotável dos pilotos da terra. A década consagrou em definitivo a supremacia de Alexandre Camacho, que em 2022 pulverizou recordes ao alcançar a sua histórica quinta vitória na prova, elevando para seis o seu pecúlio no ano seguinte. Nomes como Miguel Nunes, que viu coroado o seu persistente sonho com um triunfo merecido em 2020, e a tenacidade do saudoso Pedro Paixão, e João Silva, que mantiveram bem acesa a chama insular. Este último, de volta ao regional, tenta agora também ele inscrever o nome entre os vencedores da sua ‘prova’.
Entre duelos ao décimo de segundo, surpresas mecânicas e a comunhão inabalável de um povo pelas suas estradas, o Rali Vinho Madeira reafirmou-se, sem margem para contestação, como o epicentro sagrado do automobilismo insular. As Canárias têm agora um rali no WRC, é verdade, mas muito melhor ficava na Pérola do Atlântico…
Há duas décadas e meia, quando o Rali de Portugal saiu do WRC, a corajosa Madeira chegou-se à frente. Com as voltas que o mundo dá, talvez um dia.

PALMARÉS

2025 Diego Ruiloba / Angel Vela Citröen C3 Rally2
2024 Diego Ruiloba / Angel Vela Citröen C3 Rally2
2023 Alexandre Camacho / Pedro Calado Skoda Fabia Rally2 Evo
2022 Alexandre Camacho / Pedro Calado Skoda Fabia Rally2 Evo
2021 Alexandre Camacho / Pedro Calado Skoda Fabia R5 Evo
2020 Miguel Nunes / João Paulo Skoda Fabia R5 Evo
2019 Alexandre Camacho / Pedro Calado Skoda Fabia R5
2018 Alexandre Camacho / Pedro Calado Skoda Fabia R5
2017 Alexandre Camacho / Pedro Calado Peugeot 208 T16 R5
2016 José Pedro Fontes / Inês Ponte Citröen DS3 R5
2015 Bruno Magalhães / Hugo Magalhães Peugeot 208 T16
2014 Bruno Magalhães / Carlos Magalhães Peugeot 208 T16
2013 Giandomenico Basso / Lorenzo Granai Peugeot 207 S2000
2012 Bruno Magalhães / Nuno Rodrigues Da Silva Peugeot 207 S2000
2011 Bruno Magalhães / Paulo Grave  Peugeot 207 S2000
2010 Freddy Loix / Frédéric Miclotte  Skoda Fabia S2000
2009 Giandomenico Basso / Mitia Dotta  Fiat Punto Abarth S2000
2008 Nicolas Vouilloz / Nicolas Klinger  Peugeot 207 S2000
2007 Giandomenico Basso / Mitia Dotta  Fiat Punto Abarth S2000
2006 Giandomenico Basso / Mitia Dotta  Fiat Punto Abarth S2000
2005 Renato Travaglia / Flavio Zanela Renault Clio S1600
2004 Vitor Sá / Ornelas Camacho  Peugeot 306 Maxi Kit Car
2003 Miguel Campos / Carlos Magalhães Peugeot 206 WRC
2002 Andrea Aghini / Loris Roggia Peugeot 206 WRC
2001 Adruzilo Lopes / Luis Lisboa Peugeot 206 WRC
2000 Piero Liatti / Carlo Cassina  Subaru Impreza WRC
1999 Bruno Thiry / Stephane Prevot  Subaru Impreza WRC
1998 Andrea Aghini / L. Roggia  Toyota Corolla WRC
1997 Piero Liatti / F. Pons  Subaru Impreza WRC
1996 Fernando Peres / R. Caldeira  Ford Escort Cosworth
1995 Piero Liatti / Alessandrini  Subaru Impreza WRC
1994 Andrea Aghini / Farnocchia  Toyota Corolla WRC
1993 Patrick Snijers / Danny Colebunders  Ford Escort Cosworth
1992 Andrea Aghini / Farnochia  Lancia Delta HF Integrale
1991 FabrizioTabaton / Maurizio Imerito  Lancia Delta HF Integrale
1990 FabrizioTabaton / Maurizio Imerito  Lancia Delta HF Integrale
1989 Yves Loubet / Jean Marc-Andrie  Lancia Delta HF Integrale
1988 Patrick Snijers / Danny Colebunders  BMW M3
1987 Dario Cerrato – Giuseppe Cerri Lancia Delta HF 4WD
1986 Fabrizio Tabaton / Facundo Tedeschini  Lancia Delta S4
1985 Salvatore Servia / Jordi Sabater  Lancia 037
1984 Henri Toivonen / Juha Pironen  Porsche 9ll SC
1983 Miki Biasion/ Tiziano Siviero Lancia 037
1982 Toni Fassina / ‘Rudy’  Opel Ascona 400
1981 Aly Kridel Sr./ Paul Dunkel  Ford Escort RS 1800 MKII
1980 Vudafieri / Penariol Fiat 131 Abarth
1979 Toni Fassina / Nanini  Lancia Stratos
1978 Ari Vatanen / Henry Liddon Escort 2000-RS
1977 Américo Da S.Nunes / João Baptista  Porsche 911-S
1976 Giovanni Salvi / Pedro Almeida  Escort 2000-RS
1975 João Clemente Aguiar / Mig.Sousa  Escort 1600-RS
1973 Gomes Preira  Opel 1904-SR
1972 Luís Neto  Fiat 125 Special
1971 Giovanni Salvi  Porsche 911-S
1970 Américo Da Silva Nunes  Porsche 911-S
1969 Américo Da Silva Nunes  Porsche 911-S
1968 Américo Da Silva Nunes  Porsche 911-S
1967 Jean Pierre Nicolas  Renault R8 1300
1966 António Sarmento Rebelo  NSU Prinz 1000
1965 Zeca Cunha  Triumph TR4
1964 Fernando Basílio Dos Santos  Porsche SC
1963 Horácio Macedo  Ferrari
1962 Horácio Macedo  Ferrari
1961 António P. Peixinho  Alfa Romeo
1960 Horácio Macedo  Mercedes 300SL
1959 José Bernardino Lampreia  MGA

Tags: HistóriaRali da Madeira
José Luis Abreu

José Luis Abreu

Entre curvas e muito pó, descobri que o olhar treinado pela fotografia e a paixão pelos ralis só podiam levar a um destino: o jornalismo desportivo. E já lá vão mais de 30 anos…

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