Rei Morto, Rei Posto, é isso que sempre nos ensinou a história e o ACP parece que não hesitou: Coimbra alegou falta de dinheiro para repetir a super especial na sua cidade, e logo ali ao lado, a Figueira da Foz mostrou-se de braços abertos e quer levar a super especial do Rali de Portugal, que esteve prevista para Coimbra, para Figueira da Foz.
Falta ainda a confirmação oficial, mas para já é a informação que circula. Em princípio, com um acordo para os próximos três anos.
Assim, caso se confirme, 26 anos 1 mês e 19 dias depois, 9.545 dias, se preferir, o Mundial de Ralis regressa a uma cidade onde teve lugar um dos momentos mais espantosos da história do Mundial de ralis. A emoção de quem seguiu o troço nesse dia ao vivo foi inigualável, mas a verdade é que a inconsciência de quem estava colocado à beira da estrada foi enorme. São famosas as palavras de Luís Moya, navegador de Carlos Sainz, que dentro do Ford Escort WRC não se coibiu de dizer o que lhe ia na alma: “Nunca vi nada assim na minha vida ‘coño’, animales…” ou mesmo Colin McRae “Inacreditável!” Ou Nick Grist: “Isto é de doidos… ” Realmente, visto de dentro dos carros o “filme” era ainda mais dramático, e ironicamente no fim a organização anulou a especial.
O facto de ter estado prevista uma extensão maior para o troço, que se viu amputado de mais de metade, acabou por agrupar ainda mais as pessoas, exponenciado o perigo. Compreende-se a dificuldade de anular a especial, e felizmente as recordações desse dia são todas boas. Pode dizer-se que é pena, mas nunca mais se viverá nada assim no WRC.
Agora, em princípio um novo troço na Figueira da Foz. Vamos ver se é confirmado oficialmente.












