WRC: Segurança em questão no Rali do Chile

Por a 29 Setembro 2024 12:00

O debate sobre a segurança em condições extremas de nevoeiro dominou a penúltima especial do Rali do Chile no dia de sábado. Vários pilotos questionam a decisão de realizar a especial, e tanto o campeão mundial Kalle Rovanperä quanto o líder do campeonato Thierry Neuville expressaram as suas preocupações quanto à segurança da PEC11, caracterizada por um nevoeiro extremamente denso.

São condições perigosas, nada que os pilotos não possam enfrentar, mas a questão é se vale realmente a pena arriscar arriscar tanto em condições tão perigosas de visibilidade que é um dos pontos fundamentais de uma boa condução, e ainda mais quando se trata de pilotagem em ralis.

Por isso os pilotos destacaram a dificuldade em visualizar a estrada, a presença de cruzamentos e buracos ocultos pelo nevoeiro, e a possibilidade de algo redundar num acidente mais grave, a que se teria de acrescentar dificuldade de acesso para as equipas de resgate.

Kalle Rovanperä reconhece que as condições extremas podem ser um desafio emocionante para os pilotos, mas argumentou também que a segurança deve ser prioridade, especialmente em situações em que a visibilidade é quase nula.

Seja como for, há opiniões um pouco divergentes, pois enquanto alguns pilotos, como Elfyn Evans, acreditam que lidar com condições desafiadoras faz parte da natureza dos ralis, outros defendem que a segurança deve prevalecer sobre o desafio desportivo.

A organização do Rally do Chile ainda não se pronunciou oficialmente sobre as críticas dos pilotos e a decisão de realizar a especial em condições tão adversas.

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4 comentários

  1. [email protected]

    29 Setembro, 2024 at 18:08

    Lembro-me dos minutos que o Walter Rohrl deu ao 2º classificado no nevoeiro de Arganil… ralis é isto!

  2. fasar

    30 Setembro, 2024 at 11:41

    Cambada de meninos!

  3. Vasco Morgado

    1 Outubro, 2024 at 3:46

    Sinceramente já me começa a enjoar a lamúria constante desta fornada de pilotos que actualmente coabita o Campeonato do Mundo de Ralis.

    Longe vão os tempos em que – como referiu o Cristopher Shean – o Walter Rohrl ‘aviou’ o 2º classificado (Marko Alen) em mais de 4 minutos no nevoeiro de Arganil mas isso aconteceu no tempo em que os ralis eram uma modalidade que se distinguia de todas as outras que compõem o Desporto Automóvel. Hoje em dia, os ralis cingem-se a provas de velocidade pura onde o único factor que conta é o cronómetro. Os troços, grosso modo, são autenticas pistas e quando, esporadicamente, surgem ralis onde esses mesmos troços são mais duros, logo vem a ladaínha de que assim não se consegue andar. Foi o caso do último Rali da Acrópole. Actualmente, a táctica não contempla saber dosear o andamento consoante as condições do piso, climatéricas e das mecânicas. Deste modo os actuais pilotos de ralis são meros pilotos de velocidade em que o que os distingue dos demais é o facto de utilizarem vários tipos de piso.

    Vem-me à memória o título do livro “Pilote de tout chemins” onde são abordadas várias peripécias vividas nos ralis dos anos ’60 e ’70 e que hoje em dia seriam impensáveis acontecerem.

    Sempre admirei os pilotos de ralis – mais que todos os outros – porque entendia que eram os mais completos já que conduziam de dia e de noite, com Sol, chuva, nevoeiro, em pisos de terra – secos ou enlameados – alcatrão, neve ou gelo.

    Todos sabemos que o Desporto Automóvel tem riscos pelo que há que saber doseá-los. Não é o mesmo que jogar Play Station.

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