Na primeira especial verdadeiramente complicada para quem roda mais à frente, Martins Sesks deu o primeiro sinal de autoridade ao assinar o melhor tempo, apenas 0,3s na frente de Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1). Num troço em que partir mais atrás era claramente vantajoso, a exceção à regra chamou-se Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1), que conseguiu um excelente terceiro tempo e limitou perdas para os rivais diretos.
Tal como se antecipava, a ordem na estrada foi decisiva desde o arranque do rali. Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1), a abrir a classificativa, sofreu muito mais do que todos: perdeu cerca de 14,4s para Sesks e já uma dúzia de segundos para Ogier.
Kalle Rovanperä (Toyota GR Yaris Rally1) também não escapou ao handicap de varrer a linha ideal, cedendo 5,9s, enquanto o oito vezes campeão do mundo perdeu apenas 1,2s para o letão, reforçando a ideia de que a experiência continua a contar muito, mesmo em terreno novo.
Apesar de ser, teoricamente, o troço mais simples da primeira ronda, a especial não foi isenta de armadilhas: Josh McErlean (Ford Puma Rally1) sofreu um furo e surgiram profundos regos em vários pontos, sinal de que o piso rapidamente se degrada à passagem dos Rally1 e Rally2.
Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) é quarto cedeu 3.0s, e tem atrás de si muito perto Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1) com Ott Tanak (Hyundai i20 N Rally1)Martins Sesks (Ford Puma Rally1) a ceder 5.9s, e Kalle Rovanperä (Toyota GR Yaris Rally1) está logo atrás a mais 0.9s.
Seguem-se Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1), Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1), Nasser al Attiyah (Ford Puma Rally1), Grégoire Munster (Ford Puma Rally1) e Josh McErlean (Ford Puma Rally1) que furou e perdeu 2m36s.
Ogier já tinha avisado que este rali poderia ser uma “lotaria”, sublinhando a quantidade de pedras e mostrando preocupação com a segurança em algumas zonas, que considera “demasiado extremas” para uma prova de Mundial. Evans, por seu lado, antecipa “algumas surpresas” e considera “mais ou menos impossível” atacar a fundo de início a fim sem problemas, defendendo que será essencial “usar a cabeça” e aceitar um certo grau de “sorte” no resultado final.
Na Hyundai, Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) aponta para uma abordagem ao estilo Safari Rally: ritmo controlado, poupança de mecânica e máxima atenção às rochas que podem aparecer inesperadamente no meio da estrada. Tudo indica que, mais do que nunca, o equilíbrio entre velocidade e gestão será a chave para sobreviver – e triunfar – no deserto saudita.










