Muita coisa mudou desde que se realizou o último Rali Safari no WRC, e por muito que a marca deixada pela prova no Mundial de Ralis seja forte, muito pouco é, e será igual.
Os troços continuam a ser duros, mas a extensão da prova é basicamente 10% do que foi a média do passado, e se os animais eram algo que fazia parte do cenário, e do ‘jogo’, hoje em dia ninguém aceita que estes possam incomodar o rali ou ser incomodados por ele, de forma mais grave.
A simples passagem dos carros incomoda-os, mas esse é um pequeno preço a pagar pela vinda da prova para África, mas quanto a possíveis encontros imediatos, é outra história e os pilotos do WRC fizeram saber de imediato que teriam de ter tomadas precauções.

E vão ser, pois os organizadores do Rali Safari delinearam medidas para evitar ‘contactos’ com a vida selvagem.
Como se sabe, ao contrário do passado, os carros nada vão ter de diferente para lidar com possíveis choques com os animais. Ogier disse que “ficaria muito infeliz de bater num [animal]”. Thierry Neuville, disse que prefere perder tempo: “podemos precisar de aceitar por vezes perder um pouco de tempo, não se pode saber o que eles farão [quando] correm em todas as direções”.
Entretanto, a organização confirmou que um helicóptero seguido por vários carros percorrerá os troços para afastar os animais selvagens, enquanto os Rangers, dos Serviços de Vida Selvagem do Quénia, também estarão de serviço durante o evento.
De resto, os troços são regularmente utilizados pela federação local nos eventos do Campeonato Africano de Ralis e é muito raro ouvir-se falar da colisão de um carro com um animal. Os Marshalls terão todos apitos e ‘klaxons’ para avisar os espectadores da aproximação dos carros, mas também para causar barulho que deve ajudar a manter os animais afastados.









