WRC, RALI DE MONTE CARLO, Bouffier: “Condições muito difíceis, mas mais divertidas”

Por a 26 Janeiro 2018 14:02

Sébastien Ogier continua em primeiro, apesar de ter perdido tempo para Ott Tanak. As condições da especial estavam diferentes do que a maioria dos pilotos esperava.

Sébastien Ogier – “Estou preocupado a tentar gerir os pneus para todo o fim de semana”

Jari-Matti Latvala – “Sinto-me melhor do que de manhã. Estou mais feliz com o carro. Em alguns lugares a chuva fez com que o piso ficasse muito escorregadio, mas noutros está totalmente seco”.

Elfyn Evans – “A especial estava toda muito húmida enquanto nós esperávamos que estivesse seca. Não foi o ideal para nós”.

Dani Sordo – “Agora está a chover a sério e com estes pneus mistos que tenho vou ter de ser muito cuidadoso”.

Kris Meeke – “Existe muita lama na estrada e a chuva não é suficiente para a limpar”.

Craig Breen – “O carro está melhor mas continua traiçoeiro. Foi melhor do que de manhã”.

Esapekka Lappi – “Não foi muito mau, para mim, foi normal, a equipa fez um bom trabalho”.

Bryan Bouffier – “Condições muito difíceis, mas mais divertidas. É preciso estar muito concentrado, porque as condições estão traiçoeiras”.

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6 comentários

  1. João Pereira

    26 Janeiro, 2018 at 16:36

    Curioso o estado de espírito e as declarações dos pilotos.
    Bouffier – Divertido.
    Lappi – Relax.
    Breen – O carro está traiçoeiro… A verdade, é que há uns anitos que não se via um Monte com estas condições, e pelo andar da carruagem, o C3 não melhorou muito em relação a 2017.
    Meeke – Chove pouco.
    Sordo – Chove demais.
    Evans – Está húmido e devia estar seco. Porra homem, na tua terra não costuma estar húmido?
    Latvalla – Igual a si próprio, sempre o mais falador, sempre muito descritivo.
    Ogier – Preocupado com a gestão dos pneus. Não é bem pela sua rapidez que é campeão, mas de facto pela sua gestão da prova (e do campeonato) no seu todo, coisa em que é verdadeiramente imbatível.
    Só não percebo porque os outros não tentam copiar esse tipo de procedimento, que há 5 anos dá tão bons resultados, e continuam a apostar na velocidade pura, que lhes trás pequenos erros, que depois andam sempre a tentar compensar ao longo das provas, com riscos que muitas vezes pagam caro. Ogier não é mais rápido que todos, mas é sem dúvida o mais consistente dos mais rápidos. Espero que esteja a surgir concorrência para o futuro, principalmente através de Tanak e de Lappi, porque de Neuville que até é da mesma geração, já se viu que será apenas um bom sucessor de Latvalla, dois pilotos que admiro por serem da fibra de Vatanen, Toivonen e de McRae, mas que parece não serem capazes de amadurecerem o suficiente para serem campeões.
    Felizmente ainda há muito Monte para correr, e tudo pode acontecer, mas a coisa parece talhada para as características de Ogier e os rapazes da Toyota.
    Grande azar da Hyundai, principalmente com Mikkelsen, porque Neuville fez apenas o que faz habitualmente ainda desde os tempos do IRC.

    • pascasio

      26 Janeiro, 2018 at 20:19

      É impressão minha, ou está a dizer, que o Ogier não é rápido ?! Recomendo ver outros ralis, onde os rivais não cometem erros ! A verdade, é que tenhem dificuldade em manter o ritmo do campeão, sem erros…

      • João Pereira

        26 Janeiro, 2018 at 20:22

        É impressão sua. Torne a ler com mais atenção.

        • pascasio

          31 Janeiro, 2018 at 15:55

          Não preciso de ler outra vez ! Ainda me lembro… (Não é campeão pela sua rapidez) ou (não é o mais rápido!) Convido-o, a ler o que escreveu !

          • João Pereira

            31 Janeiro, 2018 at 16:59

            Não me fiz entender. Ogier não precisa de ser o mais rápido para ser campeão, no entanto veja como ele andava na Citroën ou até no Skoda da VW. Veja como ele raramente foi batido pelos seus colegas da VW. Recordo que nos últimos anos, ele tem tido muitos problemas nalguns ralis, por causa da ordem de partida.
            É óbvio, que ele só foi campeão do mundo 5 vezes seguidas por pura sorte, incluindo a última delas com uma equipa que andava desesperadamente há procura do título quase desde a idade da pedra.(Hehe)
            Já faz lembrar Walter Röhrl, que ainda dava menos espectáculo, mas que também por mera sorte, também venceu o Monte e foi campeão do mundo com 3 equipas diferentes, mas quando foi preciso andar, só em Arganil “enfiou” duma vez 4 minutos ao Alen, e como este tinha duvidas do tempo, levou mais 5 minutos na segunda passagem.
            Meu caro, os campeões raramente são os que andam mais atravessados, são os que andam mais depressa para a frente, pelo meio das árvores sem lhes acertar e cortando as curvas sem rebentar os pneus e as jantes nas bermas e assim levam o carro até casa.
            Não se trata só das provas que Neuville não termina, mas também daquela que termina depois de perder 4 minutos com uma saída como neste Monte, e daquelas que termina em super rali, e que lhe proporcionam assim muitas vitórias em classificativas apenas porque esse sistema lhe permite o regresso à prova, e alguns dos outros já estão na defensiva
            Vatanen, Toivonem e McRae, três enormes pilotos que começaram ao estilo de Neuville, com uma pilotagem “generosa” para o público e para os chapeiros, só se tornaram-se candidatos ao título, quando deixaram de andar pela paisagem, e só Toivonen não foi campeão por fatalidade.
            Diga lá ao Neuville para fazer o carro mais estreito, porque nessa altura o Ogier já não será o melhor, mas apenas um dos melhores, e se Neuville quer bater Ogier para o título, tem que se despachar, porque o francês não vai lá andar muito tempo, e depois Neuville só será campeão porque o francês se reformou. Outra coisa que ele tem que ter em atenção, é que se “levantou um vento do norte”, que pode vir a complicar ainda mais as coisas tanto para ele como para o Ogier, e felizmengte que assim é, porque isto não anda a dar pica há demasiado tempo.
            Aprenda uma coisa: o melhor piloto nunca é aquele que bate nas árvores ou nas pedras e parte o carro em metade das provas, porque o objectivo das corridas não é esse. Isso é nas demolition races dos Hill Billys americanos.
            Pode crer, que sou daqueles que mais gostava de ver outro campeão este ano, e pode ser Neuville, mas pode-se dizer para já que começou como é habitual, e no caso dele isso não é nada bom sinal, ao contrário de Ogier.
            Cumprimentos.

      • João Pereira

        26 Janeiro, 2018 at 20:56

        Já agora, o “incidente” de Ogier na SS7 nem parece coisa dele. Não é fazer o tete, é a manobra que o levou a ficar preso na vala, que é coisa de estranhar nele, dada a profundidade da mesma, e sabendo ele que está com um carro com spec de asfalto, muito mais baixo que o spec de terra, que iria seguramente ficar com a “barriga” no chão e as rodas no ar, mas acho que errar é humano, e podemos perdoar-lhe um erro que a meu ver é até “algo idiota” num piloto como ele.
        De qualquer forma, está na frente e seguramente, mesmo que faça outro tete ou até saia de estrada, não vai fazer outro erro daqueles. Apesar do tempo que perdeu, ainda está na frente, e é homem para em três especiais ganhar nova vantagem de 30 segundos ou mais, porque é muito veloz e neste momento já está mesmo em “modo zero erros”, até porque ele é o primeiro a zangar-se consigo próprio ao cometer uma infantilidade daquelas que o deixou quase como uma tartaruga de pernas para o ar.
        É o melhor piloto, um dos mais tranquilos, dos mais velozes (há iguais, mas mais rápidos só se ele deixar), e sem dúvida o mais inteligente e consistente. Até é fácil batê-lo pela vitória numa prova, porque ele sabe que um campeonato compõe-se de muitos pódios e poucos abandonos. Pode crer que se ele perder o Monte e chegar no pódio, é só porque ele achou que não tinha que o ganhar.

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