São muitas as histórias no WRC de encontros de pilotos com animais, especialmente perigosos, quando são de grande porte e se atravessam na estrada aquando da passagem dos concorrentes, mas a história que viveu Ole Fløene não sendo inédita é muito menos usual. O co-piloto de Mads Østberg foi mordido por uma cobra na mão esquerda quando trabalhava no seu Ford Fiesta WRC, antes da segunda passagem por Dyfnant: “Estávamos a trabalhar no carro e precisámos duma pedra para impedir o carro de sair do sítio, vi uma boa, agarrei nela mas fiquei logo com a mão esquerda presa. Não senti nada, mas depois da especial percebi que algo não estava bem, sentia-me esquisito e o meu polegar estava estranho. Comecei a ficar pior, a a mão inchou muito” começou por dizer. Pensou que durante a noite o inchaço passava. Mas não passou: “Na primeira especial do dia seguinte, ele estava estranho, o seu comportamento não era normal, mesmo no troço eu notava isso. Não tinha ritmo nas notas, falei com ele, mas as coisas ainda pioraram mais. No final perguntei-lhe como ele se sentia e aí admitiu que não estava bem. Foi aí que vi a mão dele e reparei em duas marcas de uma dentada” revelou Østberg. Foi ao médico, que lhe deu um anti-inflamatório, o suficiente para terminarem o dia no sétimo lugar da geral. Apesar de na equipa ninguém o ter confirmado, Østberg está convencido que Floene foi mordido por uma cobra: “É assim que parece uma mordedura de cobra. Temos uma na Noruega que é venenosa, mas não perigosa para humanos. Podemos ter um pouco de febre e ficar zonzos. Foi o que se passou com o Ole (Fløene). É bizarro…”









