WRC, Rali das Canárias, PEC13: Sébastien Ogier e Oliver Solberg empatam…
Sébastien Ogier e Oliver Solberg, nos seus Toyota, empatam e deixa tudo na mesma na frente. Elfyn Evans perde dois décimos, pelo que a luta reserva-se cada vez mais ao francês e ao sueco, isto quando falta apenas um troço para o final do segundo dia de prova.
A PEC13 foi mais uma luta de nervos numa estrada seca, poeirenta e traiçoeira, muito diferente da chuva da manhã. Jon Armstrong (Ford) entra em cena com um susto pequeno mas suficientemente visível para tocar no guarda‑rail, enquanto o piso polido e o pó levantado tornam cada curva numa armadilha silenciosa. No carro seguinte, Josh McErlean (Ford) mostra melhor andamento e bate Armstrong por meio segundo, mas admite que ainda há trabalho por fazer para encontrar mais aderência e confiança.
A partir daí, a especial ganha ritmo e vai-se tornando um duelo de décimos, como se cada piloto estivesse a tentar arrancar tempo ao asfalto à força de coragem. Thierry Neuville (Hyundai), campeão do mundo de 2024 surge fortíssimo, 5,9 segundos mais rápido do que McErlean, apesar de confessar que o piso está quase tão escorregadio como de manhã, sobretudo na descida, onde a frente do carro foge e a margem para erro desaparece. Logo atrás, Adrien Fourmaux ( Hyundai) entra decidido e estabelece a nova referência, 2,7 segundos mais rápido, num andamento limpo, embora reconhecendo que a estrada alterna entre zonas de muito escorregadio e trechos com bom grip.
Depois é Dani Sordo (Hyundai) quem atravessa a especial com ritmo vivo, mas fica 1,8 segundos atrás de Fourmaux, descrevendo um troço em que a parte central permite atacar quase sem levantar o pé, enquanto o final, mais polido, já pede sobrevivência em vez de ousadia. Takamoto Katsuta (Toyota) responde com uma combinação de pneus difícil de explicar e ainda assim fica 2,1 segundos à frente de Fourmaux, mas o próprio admite que a sensação foi horrível e que a escolha de pneus não ajudou. Pouco depois, Sami Pajari (Toyota) sobe a fasquia com softs atrás e hards à frente e coloca um novo tempo de referência, 3,3 segundos melhor do que Katsuta, num carro que parecia deslizar o suficiente para deixar no ar a dúvida entre velocidade e risco.
A reta final transforma a especial numa perseguição ao milésimo. Evans, com quatro pneus hard, voa para a frente e bate todos por 2,3 segundos, mesmo dizendo apenas que o andamento foi sólido, sem nada de verdadeiramente especial. Solberg quase o alcança e fica a apenas 0,2 segundos, depois de admitir que não estava totalmente comprometido e que ainda houve alguma hesitação, sobretudo porque foi a primeira vez que fez o troço em seco com este carro. Por fim, Ogier chega e iguala exatamente o tempo de Solberg, fechando a especial com um empate absoluto no topo e deixando a imagem final de uma luta feroz, resolvida por margens mínimas numa SS13 marcada por pó, aderência irregular e um jogo constante entre prudência e ataque.
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