Arranca amanhã o Rali da Finlândia, oitava prova do WRC, e uma das mais famosas e exigentes provas do calendário do WRC.
Com muitos saltos pela frente, a Toyota deve ter este ano bem mais oposição, numa prova que pode definir melhor o que esperar na luta pelos títulos.
Quanto a pilotos não há surpresas. São 72 os inscritos, mais do que os 61 do ano passado. Na Citroën, juntamente com os pilotos mais jovens, Craig Breen e Mads Ostberg, junta-se o Sheikh Khalid Al Qassimi, de 46 anos, que realiza apenas sua segunda participação na Citroën Racing este ano.
O terceiro piloto da Hyundai é Hayden Paddon, ao invés de Dani Sordo. Nas restantes equipas, nada de novo, os seus trios habituais, Sébastien Ogier, Elfyn Evans e Teemu Suninen (M-Sport) e Jari-Matti Latvala, Ott Tanak e o vencedor do Rali da Finlândia do ano passado, Esapekka Lappi, na Toyota.
Há 18 concorrentes no WRC2, onde a política da Skoda Motorsport de “igualdade de oportunidades no campeonato” leva a que corram desta feita Ole Christian Veiby e Kalle Rovapera, que aos 17 anos, compete pela primeira vez no maior evento de seu país de origem.
Não entraram desta vez os principais protagonistas do WRC2 da Skoda, Pontus Tidemand e Jan Kopecky. O número de competidores do JWRC atinge um novo nível – quinze – graças à entrada do piloto da ‘Neste Rally Future Star’ deste ano, Henri Hokkala. Por curiosidade, participam dois pilotos da Índia: Gaurav Gill, encarregue do desenvolvimento de pneus da MRF para o Fiesta R5 e Sanjay Takale, num Ford Fiesta R2 da WRC3.
Em termos de pneus, o antigo composto macio passa agora a denominar-se ‘Médio’, sendo utilizado na Finlândia pela primeira vez com esse nome, passando a haver um novo pneu macio. Nesta prova, o composto mais duro não estão disponíveis, só mesmo apenas os S6 (macio) e M6 (médio).
Quem se chega à frente?
A equipa favorita para o evento deste evento é Toyota cujos pilotos incluem o vencedor do ano passado, Esapekka Lappi e o três vezes o vencedor anterior desta prova, Jari-Matti Latvala, bem como, logicamente, Ott Tanak, que o ano passado andou muito tempo na frente da prova, isto numa equipa que está situada a vinte quilómetros da base do rali, e cuja área de testes livres é ao redor de Jyvaskyla. A Hyundai Shell Mobis vai para a Finlândia 28 pontos à frente da M-Sport na série das marcas, seu piloto Neuville está atualmente com 27 pontos na frente do piloto da M-Sport, Sebastien Ogier.
Tendo em conta que estas duas equipas lutam pelos principais títulos em disputa, será interessante perceber se a Toyota conseguirá um domínio tão evidente como no ano passado, algo que esta temporada nos parece menos provável.
Convém não esquecer que a M-Sport tem um carro com novas e significativas evoluções aerodinâmicas para Sébastien Ogier, e se o trabalho de casa tiver sido bem feito há que contar com o francês, que, relembre-se tem que começar a pensar em reduzir a margem para Thierry Neuville, de preferência vencendo ralis.
O belga poderá ver um pouco como param as modas, mas tem que fazer pela vida, pois falta muito para o fim do campeonato e não convém desperdiçar pontos que podem fazer falta lá mais para a frente.
A Citroën chega à Finlândia com um carro com um nova geometria de suspensão, e pode chegar-se mais à frente. Quanto, logo se verá
Por tudo isto, espera-se uma prova equilibrada, o ano passado, ao cabo de 10 troços, os dois primeiros estavam separados por 0.3s e quando Latvala teve problemas a margem era 8.5s ainda com muitos troços pela frente. Este ano esperam-se mais equipas na luta…










