Na sequência do acidente no Rali da Alemanha, a dupla Stéphane Lefebvre e Gabin Moreau foi levada de helicóptero para o Hospital onde ainda permanece, mas isso não os impediu de falarem publicamente acerca do seu acidente. Aqui fica…
Como tudo aconteceu?
Stéphane: “Lembro-me de tudo com grande clareza. Havia uma direita que podia ser cortada. Tendo em conta as marcas deixadas pelos pilotos anteriores, virei um pouco mais cedo mas o carro derrapou para o lado esquerdo onde batemos com a traseira numa pedra. O carro ricocheteou e voámos direito às árvores. Foi isso que causou o maior dano…
Gabin: “O Eric Camilli e o Benjamin Veillas, que tinham arrancado para o troço logo a seguir a nós foram os primeiros a chegar ao local. Somos amigos e quando viram o que aconteceu correram a ajudar-nos. Depois as equipas médicas chegaram e conseguiram tirar-me do carro. E daí fomos de helicóptero para o hospital…
Qual era o vosso estado de espírito nessa altura da corrida?
Stéphane: “No primeiro dia fomos um pouco conservadores nas vinhas, mas depois encontrámos a afinação ideal para o carro na zona militar de Baumholder. Acima de tudo fui o único que acertei na escolha de pneus ao preferir os Michelin mais duros. Depois de vencer a nona especial, estava a forçar para chegar ao quinto lugar do Ott Tänak…”
Depois de passar a noite no hospital, como se sentem?
Gabin: “Quando olhamos para como o carro ficou, sinto-me afortunado. A célula de sobrevivência e os vários items do equipamento fizeram o seu trabalho, especialmente as partes reforçadas no nosso carro, que não são obrigatórias, mas que temos para melhorar a segurança da equipa. De resto temos tido um grande suporte, tanto do lado médico, como dos amigos e da família. As fraturas vão levar algum tempo a curar, mas estou determinado em recuperar o mais depressa possível.”
Stéphane: “Tal como o Gabin, penso que fomos muito bem protegidos pelo carro. Nunca poderemos controlar o ambiente exterior à nossa volta nos ralis e pagámos muito por esta saída de estrada. Vamos precisar de algum tempo para nos recompor-nos mas o que me chateia mesmo é não poder estar à partida do Rali da Córsega…”
E agora, o que vai acontecer?
Stéphane: “Para já limito-me a ler a a responder a mensagens, é comovedor receber mensagens de colegas do WRC e adeptos. Os médicos dizem que se continuar a recuperar como até aqui poderei regressar a França no início da semana. Mas o que estou verdadeiramente a pensar é quando poder voltar a pilotar o carro. Espero que o mais depressa possível.”
Gabin: “Concordo, tem sido muito bom o apoio da família dos ralis. Fui operado ontem, para reduzir a fratura da minha perna, e tudo correu bem. De acordo com os médicos, poderei voar para casa a meio da próxima semana e espero poder voltar à competição o mais depressa possível”









