Infelizmente os efeitos do aquecimento global têm-se feito sentir, e – não pode ser coincidência – nos últimos anos é muito difícil encontrar neve e gelo no Rali de Monte Carlo. A última vez que houve neve a ‘sério’ foi em 2013. Nos anos seguintes, aqui e ali, aparece a neve e o gelo, mas somente a espaços, num troço ou outro, em que as condições se manifestam propícias ao aparecimento de gelo ou alguma neve. É pena, pois o Monte Carlo ‘misto’ é sempre muito mais interessante – menos para as equipas, que passam por imensas dificuldades sempre que há gelo e neve a aparecer de desaparecer.
Este ano, e com os reconhecimentos a decorrer, sabe-se que há muito pouca neve. Existe um pouco na descida da PEC 5, que já criou significativos problemas no passado, é uma zona que fica escondida do Sol, se houver e ‘gela’ com facilidade. O Turini acordou hoje com neve, mas foi só hoje, porque ontem só havia nas bermas. E a razão é que o tempo está incerto, pode piorar ou melhorar de repente, mas dificilmente irá ser um Monte Carlo com muita neve e gelo, daquele tipo de troços que crie muitas diferenças ou crie armadilhas para alguns dependendo do tipo de pneus.
Era bom que fosse possível haver neve e gelo como na maioria das fotos da galeria em baixo, mas a verdade é que se olharem para os anos, 2005, há 20 anos foi um rali completamente seco e desde aí só mesmo 2013 e 2014 houve neve e gelo significativos, o resto das fotos são mesmo as exceções de provas maioritariamente secas. A sensação que dá é que os organizadores tanto querem ficar o mais perto possível do Mónaco, que evitam afastar-se muito, não indo além de Gap, mas se o centro da prova fosse em Valence, aí garantimos que nesta altura teríamos pelo menos alguma neve e gelo porque por ali há troços com mais altitude e sendo mais longe do mar as possibilidades de haver neve e gelo são maiores.
Resumindo, devemos ter um Rali de Monte Carlo seco ou quase seco. Ao contrário das fotos que se seguem…











