A época de Hayden Paddon foi um desastre em 2017. Dani Sordo teve uma prestação consistente, mas foi piorando ligeiramente ao longo do ano. Tudo isto levou a que Michel Nandan, líder da Hyundai MotorSport, fosse buscar Andreas Mikkelsen para as últimas três provas, mas se já era tarde demais para ajudar a Hyundai em 2017, deixa boas perspetivas para 2018. Os erros e inconsistências que criaram muitos obstáculos à equipa têm em Mikkelsen um piloto que pode resolver muitas dessas situações, pois erra pouco, anda forte, e irá fazer com Thierry Neuville uma bela dupla, que claramente vai lutar pelos construtores, e provavelmente ter ambos os pilotos também na luta pelo título de pilotos.
Andreas Mikkelsen começou esta época de Skoda no WRC2, onde pura e simplesmente não tinha adversários. Mas não fazia qualquer sentido, depois do que se lhe viu fazer na VW ao lado de Ogier e Latvala, que estivesse muito tempo sem um WRC. Cheia de problemas, a Citroën contratou-o a meio do ano, mas aí percebeu-se, pelos resultados de Mikkelsen, que não iria fazer milagres. Fez melhores resultados com o Skoda no WRC 2 do que na estreia com o C3 WRC, em que foi oitavo. Na Polónia ainda fez pior, nono, depois de um toque. Dois ralis de terra. Na Alemanha, asfalto, foi segundo. Sintomático! Depois, foi a vez da Hyundai, equipa com que correu nas últimas três provas. Na Catalunha chegou a andar na frente, em terra, piorou um pouco no asfalto, pois não tinha ainda andado com o carro nesse piso, até desistir com uma falha na direção. Em Gales terminou num bom quarto lugar e na Austrália liderou até dar um toque. Promete para a Hyundai em 2018 algo que esta não teve este ano, consistência.
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