WRC: Os Rally1 foram um erro? Os Rally2 são a solução? Falemos de custo/retorno… | AutoSport
AutoSport
  • F1
  • VELOCIDADE
  • RALIS
  • TT
  • +MOTORES
  • KARTING
  • Histórico
  • Login
  • Register
No Result
View All Result
  • Clube Autosport
  • Auto+
  • Urbana
  • Hoteis de Campo
  • Properties
  • E-AUTO
  • Assinaturas
AutoSport
  • F1
  • VELOCIDADE
  • RALIS
  • TT
  • +MOTORES
  • KARTING
  • Histórico
  • Login
  • Register
No Result
View All Result
AutoSport

WRC: Os Rally1 foram um erro? Os Rally2 são a solução? Falemos de custo/retorno…

José Luis Abreu by José Luis Abreu
8 Janeiro, 2023
in Destaque Homepage, Newsletter, Ralis, WRC
A A
Entrevista Ni Amorim: Satisfeito com o presente, mas em busca de mais

Share on FacebookShare on Twitter

Artigos relacionados

GP da Bélgica de F1, Kimi Antonelli: “Ambos tivemos azar e um de nós teve-o em momentos mais críticos”

GP da Bélgica de F1, Kimi Antonelli: “Ambos tivemos azar e um de nós teve-o em momentos mais críticos”

16 Julho, 2026
GP da Bélgica de F1, Leclerc: “confiança absoluta na gestão de Vasseur”

GP da Bélgica de F1, Leclerc: “confiança absoluta na gestão de Vasseur”

16 Julho, 2026

Gerard Quinn, foi durante muito tempo responsável máximo pela Ford Performance na Europa, entre 2009 e 2020, trabalhou na Ford Motor Company, 32 anos, e em resposta a um artigo do Dirtfish, em que Andrea Adamo, ex-Chefe de Equipa da Hyundai Motorsport defende que os atuais Rally1 do WRC foram um erro, e que tudo começou com a escalada de preços do WRC a partir de 2017.
Disse o que muita gente pensa, mas que nunca até aqui acolheu grandes ‘simpatias’ na FIA e no Promotor do WRC: “O retorno não era o que as equipas de marketing e finanças dos fabricantes pretendiam, pelo que estes levaram os seus orçamentos para outros locais, para obterem um melhor retorno.
Os ralis já não são uma forma significativa de mostrar aos consumidores produtos interessantes, para além do pequeno grupo de adeptos dos ralis que já são leais a uma qualquer marca. Com efeito, os adeptos falam entre eles em vez dos fabricantes entregarem mensagens relevantes aos consumidores. A proposta dos RC2 (Rally2) com tecnologia de terceiros foi rejeitada.
O único modelo de negócio de ralis sustentável, comprovado, é o sucesso dos programas RC2/WRC2.
Basta pensar que essa é a cola que tem mantido a relação Ford/M-Sport junta desde 2012, e tem ajudado a manter o compromisso com o WRC por ambas as partes, até hoje, e mantido a M-Sport rentável, já a Ford, talvez não.
Basta pensar que se não houvesse a categoria RC2, o WRC hoje teria menos uma equipa a competir na categoria RC1.
Os ralis são um negócio, em primeiro lugar, e os maiores erros são as decisões tomadas com o coração e não com a mente.
A FIA acredita insensatamente que os fabricantes ainda tomam decisões baseadas no sentimento, que não tem sido o caso há décadas. Felizmente, a categoria RC2 entregou exatamente aquilo que foi concebida para fazer, ralis sustentáveis para todos, o que se prova em tantos campeonatos nacionais de sucesso que há por todo o mundo, onde tantas competições têm 20 RC2 como participantes mais destacados. Estes são os carros e concorrentes que sustentam o desporto e o negócio dos ralis.
Quantos preparados beneficiaram com os RC1, por exemplo? E eu poderia continuar, mas os dados estão lançados…”, escreveu Quinn.
Como se percebe, Gerard Quinn tocou na ferida.
É absolutamente indesmentível que os atuais Rally1, como foram, e especialmente estes, absolutamente fantásticos os WRC 2017-21, de que vale uma dúzia de carros, se tanto, a dar espetáculo, se a competição continua a apontar muito mais para o declínio do que para o crescimento?
A FIA e o Promotor dizem que continuam a conversar com fabricantes para vir para o WRC. Há anos que a conversa é a mesma…
Recuando uma década, tínhamos três equipas. As coisas estavam mal, mas melhoraram nos anos seguintes com a vinda da Volkswagen MotorSport em 2013 e Hyundai MotorSport em 2014. A Citroën saiu em 2016, mas regressou no ano seguinte com os novos WRC’17. Entrou a Toyota também, mas a Volkswagen foi-se embora.
Em 2017, 2018, 2019, Toyota, Hyundai, Ford e Citroën, que já não voltou em 2020, saindo do WRC, por causa dos custos, leia-sa também falta de retorno. Desde que a Toyota veio para o WRC em 2017, mais nenhum construtor a seguiu. Mas para a categoria principal, pois os R5/Rally2 foram tendo bom crescimento. E continuam…
Neste momento, há muito mais preocupação que alguma, ou algumas equipas saiam dos Rally1, do que o contrário…
A razão está identificada mas nunca se ouve a FIA, muito menos o Promotor a falar nos custos excessivos do WRC.
É verdade, os carros eram fantásticos e continuam fantásticos, mas a que custo?
A 11 de janeiro de 2020 escrevemos aqui, no Autosport o que disse Yves Matton, na altura, ‘Chefe dos Ralis’ na FIA: “Nos próximos cinco anos, passo a passo estamos a construir ferramentas para ter 20 carros de fábrica no arranque dos ralis” acrescentando mais à frente: “Temos que manter os custos baixos de modo a que permitam um bom retorno do investimento para as marcas. E não me parece que hoje em dia essa relação custo/retorno permita que possamos ir mais longe quanto à tecnologia”, disse Matton, avisando, tenham lá cuidado com os custos, não abusem na tecnologia, pois é isso que encarece os custos…
A equação é muito simples, mas pelos vistos na FIA e no Promotor há demasiada gente que não percebe nada de matemática: Custos são demasiado altos para o retorno que dá o WRC. Se não se tem conseguido melhorar o retorno, há que baixar os custos.
E ao que parece, cada vez mais, estes últimos anos, tem-se andado a marcar passo.
Voltando ao que disse Yves Matton no início de 2020: “Todas as grandes competições têm limites, é claro que um engenheiro aeroespacial trabalha sem limites, eu consigo entender isso, mas em termos técnicos estes carros são muito mais evoluídos que os WRC de 2004, 2005 e 2006, e se as pessoas que estão agora a falar em dar um passo atrás, eu se calhar aconselho-os a falarem com os seus Chefes de Equipa para estes lhes explicarem o que são constrangimentos de orçamento.
Temos que manter os custos baixos de modo a que permitam um bom retorno do investimento para as marcas. E não me parece que hoje em dia essa relação custo/retorno permita que possamos ir mais longe quanto à tecnologia”, disse Matton.
Na altura, Matton achava possível chegar a um custo que rondaria o meio milhão de euros: “De acordo com os cálculos que fizemos, e a informação que recebemos dos construtores, ainda conseguiremos chegar a um objetivo de 500.000€ por carro”, disse Matton. Caso o conseguissem isso equivaleria a uma redução de 40% face aos WRC’17-21.
Não foi isso que aconteceu. Os carros custam, mais ‘coisa’, menos ‘coisa’, 1 milhão de euros. Quatro vezes mais que os Rally2.
Andrea Adamo é incisivo no que diz: “Estes carros do Rally1 nunca deveriam ter acontecido”, disse ao DirtFish.
“Uma espécie de Rally2 com um pouco mais de potência e mais de aerodinâmica é que era. Temos carros muito caros e nenhum fabricante [novo] virá. Lamento, mas esta é a verdade”, disse Andrea Adamo.
Será que o WRC tem que voltar a fazer uma revolução tão bem sucedida como foi a dos Grupos B para o Grupo A, que abriu caminho a algo ainda muito melhor, os WRC, em 1997?
Se quisermos resumir muito tudo isto a questão é muito simples: Os ‘Rally2 Plus’ serão a solução? Olhando pela perspetiva dos custos, sem a menor das dúvidas.
Mas nunca esquecendo que o que for feito nunca poderá permitir que o nível de espetáculo nos ralis caia demasiado.
Se o conseguirem salvam o WRC, porque controlar o nível de custos é tão importante como controlar o nível de espetáculo.
Se encontrarem o equilíbrio, tudo bem.
E não se esqueçam doutra coisa muita importante: os custos só são ‘tema’ se o retorno for pobre.
E este é atualmente o problema do WRC. Vejam o que disse Gerard Quinn. Não há retorno que chegue, as marcas vão embora e nenhuma outra quer entrar.
Veja-se o WEC. Os custos do WEC ficam acima do WRC. São bem maiores. Mas o WEC, depois de ter estado em crise, está a reerguer-se: Cadillac, Ferrari, Glickenhaus, Peugeot, Porsche e Toyota são as marcas do Mundial de Endurance que se avizinha.
Sabem onde está o segredo? O retorno das 24 Horas de Le Mans. Fala-se de custos no Dakar? Não. Porquê? O retorno do Dakar chega e sobra. A FIA até tem campeonatos agregados a reboque de Le Mans e do Dakar. Alguém sabe quem ganhou as provas do WEC e do W2RC aparte de Le Mans e do Dakar?
Estes Rally1 têm de ficar até 2024. Esperamos que as ‘cabeças pensadoras’ trabalhem bem e façam em dois anos o que não conseguem fazer há muito tempo nos ralis: o retorno ser aceitável o suficiente para os construtores.

Tags: Andrea AdamoFIAGerard QuinnRally1Rally2WRC
José Luis Abreu

José Luis Abreu

Entre curvas e muito pó, descobri que o olhar treinado pela fotografia e a paixão pelos ralis só podiam levar a um destino: o jornalismo desportivo. E já lá vão mais de 30 anos…

Artigos relacionados

GP da Bélgica de F1, Kimi Antonelli: “Ambos tivemos azar e um de nós teve-o em momentos mais críticos”
Sem categoria

GP da Bélgica de F1, Kimi Antonelli: “Ambos tivemos azar e um de nós teve-o em momentos mais críticos”

by José Luis Abreu
16 Julho, 2026
GP da Bélgica de F1, Leclerc: “confiança absoluta na gestão de Vasseur”
FÓRMULA 1

GP da Bélgica de F1, Leclerc: “confiança absoluta na gestão de Vasseur”

by José Luis Abreu
16 Julho, 2026
Next Post

Modelos da Dacia com a nova imagem corporativa descobertos a desembarcar

Sondagem da Semana: Que futuro para as unidades motrizes?

Fórmula 1: Projeto Andretti/Cadillac já tem acordo com fornecedor de motores

Please login to join discussion
  • Últimas
  • Tendências
  • Comentários
GP da Bélgica de F1, Kimi Antonelli: “Ambos tivemos azar e um de nós teve-o em momentos mais críticos”

GP da Bélgica de F1, Kimi Antonelli: “Ambos tivemos azar e um de nós teve-o em momentos mais críticos”

16 Julho, 2026
GP da Bélgica de F1, Leclerc: “confiança absoluta na gestão de Vasseur”

GP da Bélgica de F1, Leclerc: “confiança absoluta na gestão de Vasseur”

16 Julho, 2026
GP da Bélgica de F1: Lewis Hamilton exige esforço máximo à Ferrari

GP da Bélgica de F1: Lewis Hamilton exige esforço máximo à Ferrari

16 Julho, 2026
GP da Bélgica, F1: horários, 6ª Feira, TL1-12h30, TL2-16h00

GP da Bélgica, F1: horários, 6ª Feira, TL1-12h30, TL2-16h00

16 Julho, 2026
Pierre Gasly vence GP de Itália de Fórmula 1

Pierre Gasly vence GP de Itália de Fórmula 1

164
GP Rússia F1: ‘Swing’ da Mercedes coloca Hamilton mais perto do penta

GP Rússia F1: ‘Swing’ da Mercedes coloca Hamilton mais perto do penta

157

GP da Bélgica F1: Hamilton vence e fica a duas de Schumacher

153
GP Azerbaijão F1: Segunda vitória de Valtteri Bottas

GP Azerbaijão F1: Segunda vitória de Valtteri Bottas

147

Sobre

Especialistas em automóveis, automobilismo e demais desportos motorizados há 48 anos.

Informação importante

Ficha técnica
Estatuto editorial
Política de privacidade
Termos e condições
Informação Legal
Como anunciar

Tags

António Félix da Costa Armindo Araújo Carlos Sainz Charles Leclerc Dakar Daniel Ricciardo F1 Fernando Alonso Ferrari FIA Fórmula 1 Fórmula E Lando Norris Lewis Hamilton Max Verstappen Mercedes Rali de Portugal Red Bull Sebastian Vettel Sébastien Loeb Sébastien Ogier WEC WRC

Grupo AutoSport

AutoSport
AutoMais
Clube Autosport

  • Purchase Now
  • Features
  • Demo
  • Support

© 2025 Autosport copyright

Bem vindo de volta!

Faça login na sua conta abaixo

Forgotten Password? Sign Up

Create New Account!

Fill the forms below to register

All fields are required. Log In

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In
No Result
View All Result
  • Login
  • Sign Up
  • CLUBE AUTOSPORT
  • F1
  • VELOCIDADE
  • RALIS
  • TT
  • +MOTORES
  • KARTING
  • HISTÓRICO
  • AUTO+
  • ASSINATURAS

© 2025 Autosport copyright