A Hyundai não tem sido tão feliz quanto gostaria quanto à forma como decidiu este ano gerir o seu line-up. Ironicamente… por causa de Sébastien Loeb.
Percebe-se a ideia que levou a que Andreas Mikkelsen tenha ficado de fora do Rali da Córsega, com Andrea Adamo a escolher os pilotos que entende serem os três melhores para os pisos asfalto entre os que tem disponíveis, mas os resultados não têm sido tão fortes quanto se poderia pensar à partida. Tudo começou ‘agridoce’ no Monte Carlo com o segundo lugar de Thierry Neuville e o quarto de Sébastien Loeb, pois esperava-se muito mais do francês na ‘sua’ prova.
Mas foi a primeira prova com o Hyundai i20 WRC, e Loeb precisou de tempo. Curiosamente, nessa prova, Mikkelsen andou nos lugares da frente até bater. Na Suécia novo pódio de Neuville, boa prestação de Mikkelsen com o quarto lugar, mas no México, Neuville ficou fora do pódio, Dani Sordo regressou e produziu o esperado, até um problema elétrico o atrasar, e Mikkelsen desistiu. Agora, na Córsega, Loeb ficou afastado desde cedo dos lugares da frente, devido a um erro, numa prova que podia ganhar, ou pelo menos ter um resultado forte. Claramente, Loeb não está a dar à Hyundai o empurrão que a equipa esperava quando o contratou.
Para Loeb, terminar o Monte Carlo e a Córsega, provas em que soma 11 vitórias, sequer sem um pódio, é muito pouco. A sua ligação ao carro ainda está longe de ser perfeita e metade do programa já ‘foi’. Agora, está previsto Loeb disputar o Rali do Chile, o que em teoria volta a fazer sentido, já que é um rali novo para todos. A ‘prática’ é que não tem corrido tão bem. Por agora, a Hyundai lidera os Construtores com 12 pontos de avanço. Olhem se Loeb tivesse contribuído mais: “Fizemos alguns progressos com o carro, trabalhámos nas configurações e tivemos um bom carro em muitos troços. Não esteve perfeito mas o feeling foi bom em alguns troços. Não temos ido sempre na direção certa, mas pelo menos agora sabemos mais do carro”











