A Toyota Gazoo Racing dominou fortemente o Rali de Monte Carlo, talvez de forma que não se esperasse, tendo em conta a forma como o WRC 2022 terminou no Japão, com a Hyundai muito forte e a dar grande luta à Toyota. Já a M-Sport/Ford, sabia-se que Ott Tanak poderia precisar de tempo para se adaptar ao carro, pois o que Sébastien Loeb fez em 2022 só está ao alcance de sobredotados dos ralis, e Ott Tanak não anda lá longe, mas não igualou o que Loeb fez um ano antes na mesma prova. Nem de perto…
Neste contexto, sabendo dos riscos que corriam, tendo em conta o que esperavam da Hyundai e Ford, os homens e mulheres liderados por Jari-Matti Latvala, trabalharam muito na pré-época e chegaram a Monte Carlo, novamente bem na frente dos adversários.
Só que, Latvala mantém os pés no chão apesar do desempenho dominante da equipa no Rallye Monte-Carlo.
Como se sabe, os quatro GR Yaris Rally1 terminaram entre os seis primeiros, Sébastien Ogier assegurou a sua nona vitória recorde no Monte-Carlo.
O campeão em título, Kalle Rovanperä garantiu um Toyota 1-2, enquanto Elfyn Evans e Takamoto Katsuta asseguraram a quarta e sexta posições, respetivamente.
Coletivamente, ganharam 16 dos 18 troços nos quatro dias de prova.
Mas Latvala, que já levou a equipa a dois títulos de fabricantes, sabe que têm de manter a fasquia alta: “O Monte-Carlo foi, diria eu, um rali perfeito para nós”, admitiu Latvala. “Mas só porque fomos fortes aqui, não significa que possamos ser os mais fortes na Suécia”.
“A neve é uma superfície diferente, conhecemos os nossos pilotos como a neve, e espero que possamos também ser fortes lá, mas não é automático porque a superfície é muito diferente. A configuração [do carro] é muito diferente quando se conduz no asfalto, em comparação com a neve”, disse Latvala, explicando que é totalmente um mundo novo, e isso vai suceder a cada tipo de prova que vamos ter pela frente até Portugal
A Suécia é neve, o México terra em grande altitude pelo que os motores dos Rally1 vão pela primeira vez experimentar o funcionamento naquelas condições, as equipas têm uma ideia, mas há que passar por isso, depois vem a Croácia, num asfalto bem diferente do Monte Carlo, mas que tendo em conta o que se viu, já se sabe que, pelo menos a Toyota será forte lá. Depois vem Portugal e aí sim, é o primeiro rali que dá fortes indicações para tudo o que se segue em pisos de terra, mesmo diferentes, talvez com a exceção do Safari.
Sébastien Ogier não vai disputar a segunda ronda do campeonato, o que significa que Takamoto Katsuta vai pontuar para os Construtores, no terceiro carro da equipa principal.
A Toyota também irá ter um quarto Yaris GR privado para o italiano Lorenzo Bertelli.









