Hayden Paddon e John Kennard cumpriram o objetivo principal no regresso ao Rallye Monte-Carlo: chegar ao fim e posicionar-se como opção estratégica caso algum dos colegas de equipa enfrentasse problemas. A dupla neozelandesa terminou a prova em 11º lugar da geral, após um fim de semana marcado pela aprendizagem em condições extremamente exigentes. Nunca a dupla tinha disputado em ‘Monte’ tão exigente e para estreia com o Rally1, foi a pior prova que podia enfrentar como estreia. Fez o que pode.
Prova marcada pela gestão de risco
Desde quinta e sexta-feira, Paddon e Kennard adotaram uma abordagem cautelosa, procurando manter um ritmo sólido e sem excessos, sempre com a missão de estar bem colocados para capitalizar eventuais contratempos de outros pilotos da Hyundai. No sábado, já tinham conseguido rodar tão alto quanto a sétima posição, sinal de boa progresso na adaptação ao Hyundai i20 N Rally1 e às particularidades do rali monegasco.
Erro na especial 12 condiciona resultado
A estratégia sofreu um revés na atribulada SS12 de sábado. Numa curva à direita, a dupla perdeu o controlo e rodou para fora da estrada, ficando presa na neve. O incidente provocou vários minutos de atraso enquanto tentavam regressar à estrada, comprometendo definitivamente a possibilidade de um resultado entre os dez primeiros.
Apesar do contratempo, Paddon e Kennard conseguiram recuperar o suficiente para concluir a prova, encerrando o rali no 11º posto, num fim de semana assumidamente de aprendizagem.
Condições mais difíceis do que o esperado
No balanço final, Paddon reconheceu que a prestação ficou aquém do ideal, mas destacou o cumprimento do objetivo principal: “Não classificaria este fim de semana como um trabalho brilhante, mas chegámos ao fim e esse era o nosso principal objetivo. Sabia que seria difícil e um grande processo de aprendizagem, mas as condições tornaram tudo muito mais difícil do que esperava”, admitiu o piloto.
Paddon sublinhou ainda o grau de exigência do rali: “Foi duro, especialmente em termos de condições, que foram 100% mais difíceis do que eu antecipava. Ainda assim, tivemos alguns bons parciais, por vezes a menos de um segundo dos nossos colegas de equipa, por isso há aspetos positivos a retirar, mas precisávamos de somar esse nível de performance de forma mais consistente ao longo do fim de semana.” Com a experiência acumulada em Monte-Carlo, a dupla neozelandesa parte agora com uma base mais sólida para as próximas provas do calendário do WRC.













Pelo menos uma meia duzia de pilotos jovens do WRC2 teriam feito melhor que o Paddon, mas enfim…
-Não concordo. Hayden Paddon nunca deverá ter pedido pra fazer este Rali…Foi mandado fazer este Rali, pra se ir ambientado ao funcionamento da Equipa. Paddon não corria em neve desde 2018, onde por sinal fica á frente de muita e boa gente. Carro novo, piso armadilhado, não há um piloto que não se tenha queixado. E…não fosse o bailado na Pec 12 e duas penalizações teria ficado em…..6ª. Foi um Rali onde o factor felicidade contou e Paddon não a teve de seu lado, tal qual os pilotos da M-SPORT por exp. Outros houve que a tiveram…Faz parte.