A FIA está a investigar a especial de Panzerplatte, troço do Rali da Alemanha que há muito é palco de despistes com consequências algo complicadas. Desta feita, um acidente do DS3 WRC de Stephane Lefebvre deixou o carro em muito mau estado e piloto e navegador no Hospital.
No passado, sucedeu algo semelhante a Petter Solberg, pouco depois do início da especial, alargou a trajetória com o seu Subaru Impreza e não conseguiu escapar dos já famosos blocos de betão (ou hinkelsteins, como são conhecidos) que ladeiam as estradas do complexo militar de Baumholder, zona que faz parte do rali alemão desde 2002, quando a prova entrou no WRC, substituindo o Rali de Portugal.
Não é novidade para ninguém que o troço apresenta grandes desafios aos pilotos com os seus 96 cruzamentos em 40 Km, mas são os blocos de betão que preocupam. Sendo verdade que são muito poucas as vezes em que o ‘cenário’ é clemente com os carros de ralis que se despistam, a verdade é que poucas vezes há consequências tão evidentes como neste troço de Panzerplatte.
E por isso a FIA vai querer saber se o troço faz mais mal do que bem ao WRC. É lógico que os ralis nunca vão poder colocar de lado os imponderáveis. Não há um troço 100 % seguro, nunca haverá a não ser os lagos gelados do Rali da Suécia, aí as consequências das saídas são quase nulas, mas esse será talvez o único exemplo positivo.
O que há é troços, ou zonas de troços, mais ou menos perigosos. Por exemplo, não se falou muito disso, mas quem conhece o local sabe bem o susto que foi o recente acidente de Carlos Vieira no Rali da Madeira…









