WRC, Elfyn Evans vence Rali do Japão e destaca-se no campeonato

Por a 31 Maio 2026 07:36

Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) assegura no Japão a sua segunda vitória do ano, e aumenta para 20 pontos o seu avanço no Mundial de Pilotos. O galês da Toyota aproveitou bem a ordem na estrada, teve um carro perfeito e ele próprio fez um rali excelente. Apesar das condições extremamente exigentes do piso, que alternaram entre zonas secas, humidade traiçoeira e secções com gravilha solta, o piloto britânico assumiu a liderança logo na segunda especial e geriu o ritmo com precisão até ao pódio final.

Cedo subiu ao topo da classificação geral, consolidou a sua posição e fez uma gestão estratégica na 2ª etapa com alguns sustos lá pelo meio. Na terceira e última etapa, Evans adotou uma postura de controlo inteligente das operações. Optou, logicamente, por não assumir riscos desnecessários, focando-se em desenhar trajetórias limpas e em poupar a mecânica do seu carro e carimbou um triunfo histórico.

Tem ainda, como admite “um longo caminho a percorrer”, mas com 20 pontos de avanço para Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1), 49 para Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1), 55 para Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1), e talvez mais importante, 61 para Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1), permitem-lhe encarar de forma mais confiante as sete provas de terra que tem pela frente, sendo que terá de abrir a estrada enquanto liderar a competição. São muitos ralis de terra seguidos, mas a ‘almofada’ de pontos permite-lhe prova menos ‘stressantes’ e isso pode, finalmente, fazer toda a difrença…

A Power Stage fechou o Rali do Japão com Oliver Solberg a vencer a especial e o Super Domingo, mas foi Elfyn Evans quem selou a vitória no rali, confirmou o segundo triunfo da temporada e assumiu novo destaque histórico ao tornar-se o piloto mais vitorioso da prova japonesa, com três triunfos. No WRC2, a decisão chegou com drama: Alejandro Cachón fez um pião na Power Stage, e abriu caminho ao triunfo de Nikolay Gryazin, com Yuki Yamamoto a celebrar o primeiro pódio da carreira em casa.

A derradeira especial começou com Romet Jürgenson a ser o primeiro a entrar em prova e logo com um susto, ao tocar numa barreira cheia de água, embora conseguisse seguir em frente.

A luta pela vitória na WRC2 parecia, ainda assim, reservada para o duelo final entre Cachón e Gryazin. Cachón vinha lançado, mas tudo mudou quando perdeu a traseira numa curva aparentemente simples, depois de colocar a roda demasiado por dentro. O espanhol conseguiu evitar as árvores, regressou à estrada e levou o carro até ao fim em 9:15.6, mas o pião comprometia de vez as hipóteses de vitória. Gryazin, que vinha a forçar sem saber do erro do rival, acabou por fechar o rali com 9:00.1 e selar o triunfo da categoria, admitindo no final o peso emocional de uma luta que o obrigou a empurrar todos os dias no limite.

Na frente da geral, Oliver Solberg foi quem primeiro colocou verdadeira pressão na tabela com 8:36.2. Foi uma passagem de ataque, embora o sueco reconhecesse que não tinha sido suficientemente limpa e que os pneus demoraram a entrar na janela ideal.

Ainda assim, o tempo bastou para garantir a vitória na Power Stage e no Super Domingo, numa resposta forte depois de ter saído da luta pelo triunfo absoluto no sábado, com novo acidente.

McErlean surgiu depois com 8:54.7, penalizado no balanço final por um furo sofrido na véspera, e Armstrong completou em 8:55.7, queixando-se do desgaste dos pneus dianteiros, mas satisfeito por terminar um rali de aprendizagem.

Hayden Paddon concluiu em 8:49.1, no que deverá ser o seu último rali do ano, e depois vieram os Hyundai de Thierry Neuville e Adrien Fourmaux. Neuville fez 8:43.1, assumindo que voltou a lutar contra a subviragem e contra um equilíbrio longe do ideal, enquanto Fourmaux perdeu duas décimas para o colega com 8:43.3, mas garantiu ser o melhor Hyundai no rali.

Takamoto Katsuta ainda tentou responder perante o público da casa e ficou a 1.1 segundos de Solberg com 8:37.3, insuficiente para chegar ao pódio, o que o levou a pedir desculpa aos adeptos japoneses.

Sami Pajari consolidou depois o terceiro lugar final com 8:38.9, antes de Sébastien Ogier fechar em 8:38.5, terceiro na especial e segundo no rali, reconhecendo que nunca conseguiu desbloquear completamente o fim de semana. Por fim, Evans levou o Toyota até ao fim em quinto na especial, a 2.8 segundos de Solberg, e confirmou a vitória no rali sem nunca ter cedido a liderança desde a segunda classificativa.

No fim, resumiu tudo sem excessos: “Que fim de semana fantástico.”

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Um comentário

  1. [email protected]

    31 Maio, 2026 at 8:26

    Muitos Parabéns á equipa! Fico contente, claro.
    Agora abrir a estrada nas próximas provas de terra enquanto lidera o campeonato…

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