Agora que o Rali da Suécia dista menos de duas semanas, e as equipas já andam em preparação ‘acelerada’ podemos fazer uma pequena retrospetiva relativamente ao que nos ensinou o Rali de Monte Carlo. A primeira delas, é que a Citroën está de volta à luta pelas vitórias, algo que só conseguiu três vezes nos últimos dois anos, duas em 2017 e uma em 2018. Com Sébastien Ogier, primeiro rali, primeira vitória.
Como todos estão recordados, o Citröen C3 WRC deu muitas dores de cabeça aos pilotos em 2017, as coisas foram mudando com o tempo, mas todas as restantes equipas evoluíram mais em 2018 e a Citroën não conseguiu fazer melhor. Por isso foram buscar Ogier e a aposta começou já a ‘pagar dividendos’.
Em segundo lugar, a Citroën pode ter vencido o Rali de Monte
Carlo, mas foi em termos globais a Toyota a destacar-se mais, já que qualquer
dos seus três pilotos fez coisas muito positivas. Ott Tänak recuperou muitas
posições, depois de ter perdido tempo devido a um furo. Kris Meeke andou muito
bem e ganhou a Power Stage, no seu rali de estreia com a Toyota, o seu primeiro
em oito meses, mostrando que se adaptou bastante bem ao carro. Por fim,
Jari-Matti Latvala, sendo o pior dos três em termos de andamento, fez o
suficiente para ter um rali positivo.
Na Hyundai, percebeu-se que Thierry Neuville vai ter de fazer das tripas coração para lutar pelo título, pois enquanto a Ogier e Tanak as coisas vão sair com muito mais naturalidade, na Hyundai não. De qualquer modo, isto também tem muito a ver com o carro que é bem melhor para provas mais rápidas, em que chassis mais longo do i20 Coupe WRC se dá melhor. Quando a Loeb, fez mais ou menos o se se esperava face ao que conhecida do carro e ao que testou e quanto a Andreas Mikkelsen, se não tivesse batido, estaríamos aqui a destacar o bom rali que fez. Mas não, bateu e estragou tudo, por isso há que esperar para ver como vão correr as próximas provas.
Para o Rali da Suécia e tendo em conta o que se viu nos dois anos anteriores, sabemos das dificuldades que Ogier teve o ano passado, devido à sua posição na estrada, a mesma deste ano, primeiro. Só que o ano passado houve neve a mais e o que vai suceder este ano depende muito disso.
Tanto o Toyota, vencedor em 2017 como o Hyundai, que triunfou o ano passado são bons carros na Suécia, o Citroën também, embora o segundo lugar de Craig Breen o ano passado tenha sucedido muito por causa da tal ordem na estrada, que era muito boa para o irlandês. O ano passado, Tanak foi nono e Ogier 10º, vejam bem…
Quer-nos parecer que Mikkelsen vai voltar a andar bem nesta prova (foi ao pódio o ano passado), será interessante ver o que faz Lappi numa das suas melhores provas face a Ogier.
Sébastien Loeb capotou nos testes, mas tem uma boa oportunidade para fazer uma boa prova, ainda que deverá continuar por mais algum tempo a ‘estranhar’ o Hyundai. Depois de tantos anos com outro tipo de carro, é inevitável que estranhe, mas Loeb é Loeb e o que pode fazer é quase tudo, inclusive vencer…
Por fim vai continuar a confirmar-se que a M-Sport Ford vai ter um ano difícil. Em Monte Carlo os seus pilotos foram claramente os mais fracos do plantel, e na Suécia nada deve mudar, a não ser que a ordem na estrada os ajude a instalarem-se no top 5 no primeiro dia e depois as diferenças entretanto criadas, os ajudem a ficar por lá. Não é muito provável, mas pode suceder.










