A Toyota teve um arranque de WRC com resultados muito acima do esperado, o que deixou logo a confirmação que a equipa de Tommi Makinen regressou ao Mundial de Ralis bem preparada. O segundo lugar de Jari-Matti Latvala no Monte Carlo e triunfo na Suécia, não foram, de modo nenhum frutos do acaso, os carros andam bem, mas no Rali do México os comandados por Tommi Makinen já começaram a viver algumas “dores de juventude”.
O nível a que se desenrola o Mundial de Ralis é muito elevado, a experiência das restantes três equipas que lá estão há muitos anos é grande e por isso é perfeitamente natural que na Toyota se deixem de lado coisas que as equipas mais experientes já não deixam passar. Depois do idílico início de temporada para a Toyota, que vinha de um segundo lugar em Monte Carlo e da histórica vitória na Suécia, os Yaris WRC encontraram maiores dificuldades no calor e altitude do México, um cenário agravado pelo facto de Jari-Matti Latvala ter de ‘limpar’ a estrada durante o dia de sexta-feira e pelo facto de Juho Hänninen ter estado doente durante o fim-de-semana mexicano. Latvala teve muitos problemas em El Chocolate, tendo de colocar o seu carro em modo de estrada durante metade do troço, além do sobreaquecimento também ter afetado os diferenciais e travões do Yaris.
No dia seguinte, a equipa de Tommi Makinen conseguiu resolver esses problemas mas tanto Latvala como Hänninen não tinham andamento para os melhores pilotos da Citroën, M-Sport e Hyundai, uma espécie de regresso à Terra para a marca japonesa, que regressa ao Mundial após longa ausência. Na Córsega, voltaram a ter dificuldades, ainda que neste caso tudo tenha tido mais a ver com as afinações dos carros. O quarto lugar de Latvala foi conseguindo em claro crescendo de forma, com a equipa a trabalhar nos carros ao longo do rali. O finlandês venceu a Power Stage e assegurou in extremis o quarto lugar por 0.1s, mas há detalhes que mostram que o trabalho está a ser bem feito. Os dois pilotos da equipa entraram com muitas dificuldades nos primeiros troços, mas em conjunto trabalharam na solução, com a prova a decorrer e viu-se claramente como isso afetou o andamento dos carros:
“Ambos os pilotos confirmaram que o carro melhorou muito ao longo dos três dias e isso foi fruto dum grande trabalho de equipa. Terminar perto do pódio no nosso primeiro rali de asfalto é muito bom. Eu como piloto nunca fiz melhor que sexto na Córsega” disse Tommi Mäkinen. Para Jari-Matti Latvala ver o seu andamento no primeiro e no último troço, pareceu a noite e o dia: “Foi mesmo ‘maximum attack’, e conseguimos 17 pontos no nosso primeiro rali de asfalto”, disse.



























































