Foi há trinta anos que aconteceu a única greve de pilotos que há memória no Mundial de Ralis, e depois do que aconteceu nesse dia 5 de março de 1986 não mais se voltou a ver um greve, porque a FIA tomou medidas para que assim fosse. É claro que os pilotos continuam a ter todas as possibilidades de acharem ‘isto’ ou ‘aquilo’, mas tal como Jarmo Mahonen, responsável máximo da FIA para os ralis, já tinha dito ontem, quando confrontado com as declarações de Sébastien Ogier: “Ouvimos os pilotos, sei a opinião dele, que percebo, mas ele esqueceu-se que a sua própria equipa está por trás da decisão de fazer o rali”. Para bom entendedor…
Por isso não é de estranhar que agora Sébastien Ogier surja com um discurso completamente diferente: “Penso que todos estamos excitados pelo menos pelo primeiro dia de prova. Essas especiais parecem mesmo bem, e vai ser uma boa diversão e um bom arranque para o rali. O resto do evento é um pouco mais difícil, mas temos que aceitar as condições e fazer o melhor possível. As especiais são mais complicadas sem bancos de neve, mas não estou receoso do desafio. Estamos um pouco desapontados com as condições mas o que fazer? Não podemos controlar a meteorologia! Agora, vamos ter que ter em conta que vamos perder muitos pregos em alguns troços, e temos que contar com isso. Poupar pregos será a chave do rali”













Este já é discurso de melhor piloto de ralis do mundo. O anterior era mais de primadona.
Gosto bastante do Ogier, mas por vezes o rapaz vai à caixinha das parvoíces e saca de lá uma coisita.
De qualquer forma, fica a ideia de que a mudança se deve a um puxão de orelhas por parte de quem assina os cheques lá na VW Motorsport.
Não me parece disparate tentar que a FIA encontre uma situação que mantenha o espectáculo e diminua o risco de acidente com condições do terreno reais pois o degelo provoca muita lama após a passagem de meia dúzia de carros.
Em presença de rectas com lombas feitas a velocidades superiores a 150km/hora, os saltos podem transformar-se em acidentes graves.