Numa altura em que se disputa a derradeira prova do WRC, e desta era de carros, que dura desde 2017, é tempo de olhar para o futuro, e esse futuro é híbrido. Os carros das três equipas têm vindo a testar nos últimos meses, e todos os pilotos que estão ‘alinhados’ para 2022 já tiveram oportunidade de testar os novos Rally1.
Neste momento ainda não lhes é possível falar demais, pois o segredo é a alma do ‘negócio’, mas ainda assim já
muito se falou do comportamento dos carros e da forma como estes impactam nos seus estilos de pilotagem.
A primeira ‘coisa’ interessante tem a ver com o facto, tal como explicou Jari Matti Latvala, Chefe de Equipa da Toyota, que devido a não terem diferencial central “os pilotos vão ter que colocar o carro de lado para curvarem”.
Ponto a favor do espetáculo.
O AutoSport tem visto ao vivo o Rali de Portugal e em pisos de terra disfarça-se muito a eficiência dos atuais WRC, que são espetaculares em qualquer lado, mas tivemos também a oportunidade de ir ao Rali da Catalunha e em asfalto, os carros “parecem comboios sobre trilhos”, tão eficientes que são. A aerodinâmica dos carros atuais ‘prega-os’ imenso ao chão e isso fá-los poder andar mesmo muito, especialmente em curvas semi-rápidas, e rápidas, claro.
Kalle Rovanperä tem uma opinião curiosa e diz que “as suspensões e transmissão são boas, semelhantes aos Rally2, portanto para os guiar vai ser necessário um estilo mais perto dos Rally2 ao invés de WRC”.
Elfyn Evans diz que os carros são muito diferentes dos atuais WRC: “desenvolver um carro do zero vai ser diferente. São mais simples na suspensão, transmissão e aerodinâmica, pelo que terão que ser afinados de forma diferente, com uma espécie de compromisso”. Adrien Fourmaux concorda com Rovanpera e diz que a sua experiência anterior e recente dos Rally2 o vai ajudar em 2022.
Thierry Neuville é de opinião que os novos carros vão afetar o seu estilo de pilotagem, já que como o sistema híbrido recolhe energia em travagem, a forma como se trava vai ter muito mais importância, e neste momento admite que o sistema ainda é “inconsistente e imprevisível, é como guiar um Fórmula E na estrada”.
Tendo em conta que já corrida nessa altura, Mads Østberg, é de opinião que “as alterações nos carros com menos aerodinâmica, vai torná-los mais parecidos com os WRC de 2011” e assume que será um “passo atrás na performance”, ainda que considere interessante a parte híbrida e as suas possibilidades.











