Como se sabe, a M-Sport é a única equipa semi-oficial, não é apoiada pelo construtor, no caso, a Ford, da mesma maneira que a Hyundai e a Toyota suportam as suas equipas no Mundial de Ralis.
É assim há muito, a Ford, que há muito trabalha com a M-Sport, já foi equipa de fábrica como são a Hyundai e Toyota, mas há muito que não é…
A M-Sport recebe principalmente suporte técnico da Ford, mas é Malcolm Wilson e a sua equipa que têm de ‘encontrar’ dinheiro para subsistir, ao contrário da Hyundai e Toyota cujos orçamentos são totalmente oriundos das respetivas casas-mãe.
E como se pode calcular, as diferenças de meios para trabalhar são imensas.
O dinheiro, quando bem utilizado, permite fazer muito mais coisas do que quando é ‘contado ao cêntimo’. E Malcolm Wilson expressa preocupação sobre o futuro da M-Sport.
O líder histórico da M-Sport já mencionou a possibilidade de retirada da equipa do WRC várias vezes, e agora já diz que a equipa não pode continuar como está.
Ou seja: os custos baixam e o balanço equilibra-se, ou o saldo negativo não pode ser suportado muito mais tempo, porque em última análise coloca em xeque a existência da M-Sport.
A Ford assegura que deseja permanecer nos ralis, mas liga a decisão ao retorno do investimento que faz.
Neste contexto, o futuro de Adrien Fourmaux pode passar pela Hyundai Motorsport, o francês já fez mais do que o suficiente para ser cogitado na equipa onde Ott Tänak e Thierry Neuville são os pilotos principais, mas Malcolm Wilson deseja manter Adrien Fourmaux na sua equipa, caso consiga manter a continuidade no WRC. Só que, Adrien Fourmaux, que termina no fim deste ano o contrato com a M-Sport, tem que tomar decisões: nova equipa onde seria mais um, ou ser líder da M-Sport, como já é, e cumprir o que diz Malcolm Wilson: Adrien Fourmaux tem potencial para ser campeão mundial.
O francês tem uma decisão difícil para tomar, mas Malcolm Wilson tem um problema muito mais para resolver…









