A história da Lancia neste Rali de Monte Carlo sagrou-se até aqui com um toque, um abandono, e uma liderança perdida devido… a outro toque.
Yohan Rossel foi o primeiro azarado do dia no arranque do rali. O piloto francês da Lancia abandonou a prova aos 12,3 km da especial inicial depois de bater numa parede.
O impacto foi muito ligeiro e tanto Rossel como o co‑piloto nada sofreram, mas o Lancia Ypsilon HF Integrale Rally2 sofreu danos que o imobilizaram algumas centenas de metros à frente.
O francês chegou a empurrar o carro para fora do troço, num início dececionante para a nova aposta da marca italiana.
Contudo, no lado de lá da garagem, apesar do abandono do seu colega de equipa, Nikolay Gryazin garantiu a melhor nota da jornada. O russo foi o mais rápido na primeira especial, terminando 4,6 segundos à frente de Eric Camilli e Thibault De La Haye (Skoda Fabia RS Rally2), passando a liderar a prova. Só que na PEC2, Gryazin voltou a ser protagonista, mas desta vez pela negativa. O novo Ypsilon HF Integrale Rally2 da Lancia sofreu danos na suspensão traseira esquerda após um momento complicado em zona gelada. Apesar disso, o russo conseguiu completar o troço sem incidentes graves: “Numa curva estava com muito gelo, o carro saiu da estrada, mas consegui salvá-lo”, explicou no final da secção. O russo caiu para o quarto posto, a 42.0s da frente. Vamos ver se recupera o carro antes do último troço do dia.
Como se percebe, a Lancia iniciou o rali com altos e baixos: um abandono precoce com Rossel, mas também uma liderança encorajadora com Gryazin, que demonstrou o potencial competitivo do novo Ypsilon HF Integrale Rally2 em condições extremamente difíceis. Com o carro a impressionar em ritmo puro, resta saber se a fiabilidade acompanhará a performance nos dias seguintes.












