Kankkunen e a derrota com Sainz em Portugal 95: “fiquei chateado, o meu filho nasceu e queria ganhar por ele”
Juha Kankkunen é uma das grandes referências dos ralis. Ex-piloto de ralis finlandês, nascido em 1959, foi tetracampeão mundial do WRC (1986, 1987, 1991 e 1993), sendo o primeiro a conquistar quatro títulos. Venceu 23 provas, subiu 75 vezes ao pódio e ganhou 700 etapas especiais.
Competiu por equipas como Peugeot, Lancia, Toyota, Ford, Subaru e Hyundai, sendo campeão por três delas — feito igualado apenas por Sébastien Ogier. Estreou no WRC em 1979 e venceu o seu primeiro rali em 1985.
Também venceu o Rally Dakar (1988) e a Race of Champions (1988 e 1991). Kankkunen foi protagnista em várias provas, inclusive no Rali de Portugal, onde há 30 anos proporcionou uma luta tremenda com Carlos Sainz, que acabou por sorrir ao espanhol.
Em conversa com o AutoSport, Kankkunen recordou esse rali, que o deixou algo desiludido: “Não, foi um bom rali e fiquei um pouco chateado porque o meu filho mais velho tinha acabado de nascer na mesma altura em que eu estava a conduzir o rali aqui, por isso queria ganhar por ele, mas dessa vez o Carlos foi mais rápido, mas tivemos boas lutas com ele.”
Desfiado a comparar os ralis do passado com os do presente, Kankkunen encontrou muitas diferenças mas também algumas semelhanças. A estrutura dos ralis é diferente, os carros são diferentes, mas a exigência é semelhante: “Os carros mudaram muito e outras coisas, mas o principal é o trabalho. E o rali. Os ralis são mais compactos hoje em dia. Curtos numa só zona. Muito, muito, muito mais compactos. Por isso, os ralis mudaram muito desde essa altura. Costumávamos partir de Lisboa e conduzir até aqui, sendo a primeira etapa de asfalto, mudando depois para terra.”
“Quanto à estrutura, tínhamos na equipa 250 como temos agora. Mas para o rali, depende: aqui temos cinco carros, somos 110. Sim. Algo do género e, nessa altura, tínhamos o mesmo número de pessoas. Isto porque podíamos fazer a assistência em sítios diferentes, ao contrário do que acontece, em que temos apenas um parque de assistência principal e uma pequena assistência a meio do dia. Mas, naquele tempo, podia-se fazer manutenção em quase todo o lado. Por isso, era preciso ter a mesma quantidade de pessoas”.
Quanto ao potencial regresso da Lancia ao WRC, Kankkunen referiu que as equipas aguardam pelos novos regulamentos para avançar. Há a possibilidade de voltarmos a ter a Lancia no topo dos ralis, mas ainda é tudo prematuro: “Estão a pensar nisso. Mas digamos que, no caso das novas equipas, estão à espera dos regulamentos da FIA. E antes de investir muito dinheiro e construir uma grande equipa, é preciso saber o que está projetado pelo menos três anos para a frente. E se sim, se investirmos 50 milhões ou 100 milhões, ou algo do género, temos de saber três anos depois, que tipo de carro podemos construir”.
Kankkunen é uma das grandes referências de Kalle Rovanperä. O mítico piloto de ralis considera que o jovem da Toyota é uma mistura de trabalho feito desde tenra idade e talento puro: “Ele tem de ter talento natural. Como todos os pilotos de topo, é preciso ter algo de especial. Se tiveres algo de especial, começas porque te interessar por conduzir. É preciso ter muito interesse em fazer o que quer que seja, mesmo que seja conduzir um trator ou um cortador de relva, mas começa-se desde pequenino e o Kalle tinha muito interesse em conduzir e conduzir. E, claro, é um rapaz muito talentoso, mas talento e trabalho são ambos muito importantes. O Kalle parece estar bem-disposto para este rali e, quando está bem-disposto, é de certeza muito perigoso para os outros”.
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