Por Martin Holmes
Esta nova geração de World Rally Cars ainda não é dominada a 100 por cento pelas equipas. Ainda não passou ano e meio do arranque desta nova era do WRC, e entre muitas conclusões que se podem tirar, nunca as equipas dos Mundial de Ralis foram tão desafiadas tecnicamente como sucede hoje em dia.
A cada evento que passa vemos exemplos disso mesmo e há ralis que apresentam desafios a um grau bem mais elevado do que antes.
Todas as equipas já passaram por ralis em que foram super-competitivos, e outros em que pura e simplesmente estiveram fora de ritmo.
Há um ano, a Citroën Racing lutava para encontrar soluções para as afinações do seu C3 WRC, que na maioria das vezes era um ‘diabo à solta’, mas que por outro lado também lhes permitiu vitórias.
Na Córsega, há umas semanas, a Hyundai esteve misteriosamente fora de ritmo, na Argentina, Ogier não conseguiu perceber, porque, repentinamente, o seu Ford Fiesta WRC se mostrou incapaz de ser melhor, depois de vencer a prova anterior.
A Toyota, a mais ‘nova’ equipa no WRC, continua a descobrir coisas que ainda não sabia. Desta feita, na Argentina, a Toyota venceu a maior parte dos troços, a Hyundai também ganhou, mas a M-Sport venceu um troço e a Citroën nenhum.
Quando se chega a uma rali, não se sabe muito bem o que pode acontecer, precisamente por causa do facto das equipas ainda não dominarem totalmente os carros. Como uma vez uma ‘voz’ lusa disse: “O que hoje é verdade amanhã e mentira” e isso tem dado ao WRC alguma latitude para haver emoção. Quando estamos a duas semanas do Rali de Portugal, é boa esta incerteza.
O ano passado, houve nove pilotos a ganhar especiais em Portugal, e o vencedor do rali, Sébastien Ogier, a primeira que venceu foi… a Braga Street Stage. Isto significa que – e isso já sabíamos – abrir a estrada em Portugal é penalizador, e só mesmo um piloto como Ogier se aguentou por perto da frente, o suficiente para ainda ir ganhar o rali. Ogier só chegou à liderança da prova na PE12 de 19, e até lá, pela liderança passaram Mads Østberg, Hayden Paddon, Jari-Matti Latvala, Kris Meeke e Ott Tänak.










