A M-Sport está a preparar-se para apelar contra a que diz ser uma decisão arbitrária relativa aos dez segundos de penalização que foram atribuídos a Sébastien Ogier na Power Stage, que lhe retiraram quatro pontos que ganhou na estrada e uma fonte da comunidade do WRC disse-nos que o apelo faz todo o sentido: “Se a penalização se mantiver, vai mudar para sempre a ideia que os pilotos de ralis podem cometer erros. É óbvio que Ogier quis ganhar vantagem, mas olhando de fora, pode ter sido somente um acidente. Será que um piloto pode levar uma penalização por cometer um erro e ter um acidente?”
A juntar a isto está o facto da utilização de chicanes móveis é errática, e leva a que os pilotos não sigam as mesmas linhas, pois a posição dos obstáculos muda. Para além disso é um perigo pedir aos marshalls que recoloquem no lugar obstáculos no decorrer do troço. O acidente de Juho Hanninen no Rali da Grã-Bretanha mostrou os perigos de ter chicanes móveis nos troços.
No Rali da Finlândia os organizadores foram criticados por instalaram um elemento inamovível, um trator, em que nenhum piloto acertou. No México, ficou clara a insatisfação pelo facto de vários pilotos terem “feito das suas” no mesmo local, na passagem anterior, e só um deles ter sido penalizado. A penalização de Ogier não foi um ‘castigo’ equitativo para corrigir uma injustiça, que é o que deve ser feito, mas uma forma de prejudicar as hipóteses do francês no campeonato, e por isso deve ser analisada por autoridades mais ‘altas’.
Martin Holmes











