Colin McRae deixou-nos há 13 anos


Já lá vão 13 anos desde que os ralis perderam um dos seus maiores ícones, Colin McRae. Não tanto pelos números, mas muito pela perceção que deixou junto dos adeptos, que sempre viram nele o que um piloto de ralis deveria ser. Absolutamente destemido, era dos pilotos mais espetaculares da história da modalidade. Deixou uma marca que não se apagará e quem o viu correr ao vivo não mais esquecerá algumas das suas passagens. Recordamos aqui histórias, que mostram um pouco do seu feitio de ‘bad boy’, e não só.

Já lá vão 13 anos desde que os ralis perderam um dos seus maiores ícones, Colin McRae. Não tanto pelos números, mas muito pela perceção que deixou junto dos adeptos, que sempre viram nele o que um piloto de ralis deveria ser. Absolutamente destemido, era dos pilotos mais espetaculares da história da modalidade. Deixou uma marca que não se apagará e quem o viu correr ao vivo não mais esquecerá algumas das suas passagens. Recordamos aqui uma pequena história, que mostra um pouco do seu feitio de ‘badboy’.

ColinMcRae alinhou no Rali de Acrópole 10 vezes, entre 1992 e 2002. Ganhou cinco vezes, mais do que qualquer outro piloto, e os seus fãs estão ainda hoje convictos que deveriam ter sido seis. 1994 foi o ano de toda a polémica.

Tudo corria bem a Colin, que liderava com dois terços do rali cumprido na estreia do Impreza em troços gregos. Mas, numa verificação surpresa, no parque fechado de Makrikomi, diversos carros viram os respetivos capots abertos pelos comissários técnicos e o de ColinMcRae terá ficado mal fechado. 
No primeiro troço da tarde, o capot abriu-se e esmagou o pára-brisas do Impreza. Um argumento suficiente para ColinMcRae pedir para trocar o pára-brisas sem qualquer penalização. Mas a pretensão foi negada pelo CCD e o pedido do escocês interpretado como ‘anti-desportivo’, pelo que ColinMcRae acabou desclassificado à meia-noite desse mesmo dia! Colin ganhava, injustamente, a reputação de ‘mau rapaz’. Para corrigi-la teve que esperar dois anos.

Depois de vencer, em 1996, a tensão entre o piloto e os organizadores era indisfarçável e Colin tinha que atravessar ainda o palanque na cerimónia final do pódio. Orgulhoso, o escocês chamou um amigo que tocava gaita de foles e que apareceu vestido com o tradicional kilt. Mas quando o navegador de Colin, Derek Ringer, foi avisar a Organização que à frente do carro, no palanque final, estaria um amigo do escocês a tocar o popular instrumento escocês, a Organização recusou o folclore.

Colin ficou furioso e foi perentório: “Ou a Gaita de Foles ou Nada!”, entregando a chaves do seu Subaru aos organizadores e dizendo-lhes que se quisessem que guiassem eles! E eles cederam. Finalmente, McRae vingava a sua injustiça, mas não afastava a imagem de mau rapaz!