WRC ruma à Grécia: Estarão os deuses com a Hyundai ou continuará a Toyota no altar do Monte Olimpo?

Por a 25 Junho 2025 09:14

Com a chegada ao Rali da Grécia, o WRC atinge o meio da temporada de 2025. Este evento lendário entrou no calendário do Campeonato do Mundo de Ralis pela primeira vez em 1973, ganhando de imediato a reputação de ser um dos mais duros de todo o campeonato.

Áspero, implacável e traiçoeiro. O Rali da Acrópole continua a desafiar carros e pilotos com superfícies soltas, pedras irregulares, calor extremo e terrenos que castigam suspensões. A gestão da mecânica é tão importante quanto o ritmo, sendo frequentes as desistências por avarias. O feito de Colin McRae, com cinco vitórias entre 1996 e 2002, continua a destacar-se como uma façanha quase mítica.

Ordem nas estradas: fator decisivo

Sendo o terceiro de sete ralis consecutivos em piso de terra, a ordem de partida tem influência direta no desempenho. Os líderes do campeonato enfrentam o papel ingrato de “varredores”, limpando a camada de terra solta para os que vêm atrás beneficiarem de maior aderência.

Ogier vs Tänak: duelo de titãs

As duas últimas rondas foram dominadas por Sébastien Ogier e de algum modo, por Ott Tänak. O francês da Toyota levou a melhor nas margens em Portugal e Itália, ambas por menos de 10 segundos. Tänak, com 30 vitórias em especiais nesta época, mantém um ritmo forte, mas viu-se travado por problemas mecânicos. Está agora em quarto lugar, a 25 pontos de Elfyn Evans, líder do campeonato.

A Hyundai continua a perseguir a sua primeira vitória de 2025, e Tänak, beneficiando de uma melhor posição na estrada que Evans, Ogier e Rovanperä, quer transformar a Acrópole no palco da sua afirmação.

Neuville: regresso ao trono?

Thierry Neuville venceu na Acrópole em 2024, num triunfo fundamental rumo ao título. No entanto, foi também a última vez que o belga subiu ao lugar mais alto do pódio no WRC. A época de 2025 tem sido um desafio, mas a sua experiência na Grécia (duas vitórias), uma boa posição de partida e o i20N com boas afinações podem ser a receita ideal para o regresso à glória.

Ogier renasce e sonha com o título

Com duas vitórias consecutivas, Sébastien Ogier reentrou na discussão do título mundial, apesar do estatuto de piloto part-time. Que não vai mudar, como já reforçou várias vezes. Se estiver perto na fase decisiva do campeonato, logo se verá se ambiciona o nono título. O francês é visto por rivais como Tänak e pelo chefe da Hyundai, Cyril Abiteboul, como um verdadeiro candidato ao campeonato.

Ogier já venceu na Grécia, tal como o colega de equipa Kalle Rovanperä, que triunfou em 2021 e 2023. Caso um dos dois volte a vencer, igualará o número de vitórias de lendas como Walter Röhrl, Carlos Sainz, Miki Biasion e Sébastien Loeb.

Rovanperä em alta, Evans em gestão

Depois de um início de temporada atribulado, Kalle Rovanperä está em grande forma. Desde o Rally Islas Canarias, tem encurtado distâncias para o líder do campeonato, estando agora a apenas 19 pontos de Elfyn Evans.

Evans, por sua vez, tem sido penalizado por ser o primeiro na estrada e somou resultados mais modestos em Portugal (6.º) e Sardenha (4.º). No entanto, o terceiro lugar no Acropolis em 2023, a gerir um Yaris com problemas de aquecimento, mostra que a perseverança também é premiada na Grécia.

Katsuta e Pajari: outsiders com potencial

Takamoto Katsuta reencontrou a consistência após a desistência no Safari. Com Aaron Johnston, foi 5.º na Sardenha, mesmo após um capotamento, e quer repetir o pódio da Suécia.

Sami Pajari regressa ao palco onde brilhou em 2024, vencendo no WRC2. O quarto lugar no Safari demonstra que o jovem finlandês se adapta bem aos ralis mais duros, sendo um nome a ter em conta.

M-Sport Ford: à procura da redenção

O Rally Italia Sardegna foi desastroso para a M-Sport, com abandonos de Josh McErlean, Grégoire Munster e Martin Čes logo no primeiro dia. Com uma longa maré negativa desde outubro, o diretor Rich Millener quer inverter a maré na Grécia.

Historicamente, a equipa tem pedigree nn Grécia, sendo a mais vitoriosa com 13 triunfos. Munster lidera a formação no campeonato, e os seus desempenhos sólidos em Monte Carlo (vitória em etapa) e no Safari (5.º lugar) mostram que tem estofo para os desafios da Grécia. Já Čes, em campanha parcial, pretende recuperar o brilho que o colocou no radar das equipas do WRC.

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