A dupla Sérgio Brás/Nuno Mota Ribeiro, inicialmente inscrita no RallySpirit Altice 2021, que arranca esta sexta-feira, não estará à partida do evento.
A equipa iria estrear um Peugeot 306 Maxi, mas problemas de ‘juventude’ no carro levaram a esta decisão de última hora. “É um exemplar totalmente construído de raiz, com peças novas. Uma réplica quase idêntica ao original de fábrica. No entanto, estávamos cientes da dimensão do projeto e de que por vezes o trabalho revela nuances que dilatam o calendário inicialmente previsto. O carro ficou concluído mesmo em cima da prova e quando fomos testar percebemos que não estava a cem por cento e tomámos a opção de não alinhar no rali”, explicou o piloto.
Neste contexto, para Sérgio Brás não havia outra decisão a tomar: “É um modelo com muita história, de grande importância para a modalidade, com uma decoração icónica e não queríamos defraudar as expectativas dos adeptos, nem o carisma e ADN do próprio Peugeot 306 Maxi, arriscando alinhar na prova com a consciência de que havia questões a resolver.”
Um desfecho que, embora não o desejado, o piloto entende ser a opção sensata: “Os ralis são mesmo assim, isto são máquinas, há imprevistos e nem sempre tudo é linear como gostaríamos. Agradeço a toda a equipa o trabalho, esforço e empenho para trazer o Peugeot a esta prova e aos nossos patrocinadores todo apoio ao projeto”, frisou, acrescentando: “Agora, vamos perceber o que é preciso corrigir e focarmo-nos em colocar o nosso Peugeot preparado para a ação.”
Por isso, a data de regresso é para já uma indefinição: “Fizemos tudo para tentar estar no RallySpirit, pelo simbolismo de uma prova onde um modelo como este está ‘em casa’. Mas, neste momento, o objetivo é retificar tudo o que precisamos, sem colocar metas. O projeto não acaba aqui, ele só agora está a começar. Sabemos o potencial do carro e quando estivermos de volta, queremos apresentá-lo na máxima força”, finalizou Sérgio Brás.











