No Rali de França poucos foram aqueles que se lembraram que a equipa oficial da MINI se estreou no Mundial de Ralis apenas no Rali da Sardenha, há apenas cinco meses. Depois dos seus pilotos terem mostrado a valia da equipa no Rali da Alemanha, a equipa oficial foi à última prova do Mundial de Ralis em França lutar pela vitória e esclarecer que na Prodrive não há coincidências, nem nada acontece por acaso.
Como pôde o JCW ‘encostar à parede’ o todo poderoso DS3 e deixar o irreverente Fiesta para trás nos espelhos, é a pergunta do momento no WRC. Dave Wilcock, o diretor técnico da Prodrive, acredita que parte da explicação esteja associada ao trabalho de casa bem feito nas cinco semanas que separaram o Rali da Alemanha do Rali de França: “Trabalhámos a fiabilidade. Descobrimos qual foi o problema do carro de Kris Meeke na Alemanha depois fizemos também um teste para confirmar os set ups da Alemanha e as possíveis alternativas, o qual se revelou muito útil. Alguns ajustes foram feitos atendendo ao piso mais suave e estradas mais planas que sabíamos que íamos encontrar em França”. E resultou…O ritmo vivo evidenciado por Dani Sordo começou já a colocar pressão sobre as rivais Citroën e Ford, mesmo sabendo-se, de antemão que o MINI baseado no chassis do Countryman está bem mais desenvolvido para o asfalto do que para terra.
Agora, para o Rali de Espanha, as nuances são um pouco distintas já que a primeira etapa tem grandes partes em terra, e nesse tipo de piso o MINI não é ainda tão competitivo. Caso Dani Sordo e Kris Meeke se ‘aguentem’ perto dos homens da frente, talvez nas etapas seguintes, especialmente o espanhol, que conhece o rali melhor que ninguém, e pode fazer novo brilharete.








