A conferência de imprensa de antevisão do Rali de Portugal, realizada hoje no Estádio do Algarve, teve vários momentos interessantes. Alguns deles aconteceram quando Robert Kubica falou sobre a sua breve carreira nos ralis, a estreia em provas de terra e o seu futuro na competição após o grave acidente que lhe retirou mobilidade na mão direita. Quando a press-officer do Mundial lhe perguntou se o seu futuro próximo poderá passar pelo WRC, Kubica usou a frontalidade que o caracteriza: “Sinceramente, espero que não”, referiu sem hesitar. “O meu objectivo é voltar onde estava antes do acidente. Os últimos dois anos da minha vida não foram muito bons e estou motivado para regressar. Os ralis são algo que faço por diversão mas, sinceramente, nesta altura não penso muito no futuro.”
Sobre o Rali de Portugal e a estreia em pisos de terra, o ex-piloto de Fórmula 1 revelou que teve dois dias de testes e cerca de 300 km ao volante do Citroën DS3 RRC neste tipo de superfície. “Este rali será o mais difícil da minha época porque em testes tudo é fácil. Aliás, isto será muito mais do que um rali para mim. Será um teste a tudo aquilo que posso fazer no desporto e na vida. Sei que será uma prova muito longa, desgastante em termos físicos, mas por acaso a especial de que mais gostei nos reconhecimentos até foi a mais longa, de 52 km (ndr, a Powerstage de Almodôvar).”
Ao vivo, é bem visível a extensão da lesão na mão direita de Kubica, que claramente não tem a mesma força, mobilidade e sensibilidade, mas ainda assim o andamento do DS3 RRC do polaco na especial de Vale Judeu não deixou de ser impressionante.









