A par de François Delecour, outra estrela brilhou no RallySpirit Altronix! Foi o Ford RS200, modelo representativo da era de ouro da história dos ralis, que mesmo se ter conseguido averbar qualquer vitória no WRC na década de 80, firmou-se como um dos “monstros sagrados” entre os “Super” Grupo B, de construção limitada a 200 unidades por obrigatoriedade de homologação.
O piloto britânico Nigel Mummery foi o responsável pela presença do RS200 na prova, que, como seria de esperar, reuniu uma boa parte das atenções por onde quer que passasse. Apesar de não ser uma das unidades da ex-equipa oficial Ford Motor Company que em 1986 fez alinhar Stig Blomqvist e Kalle Grundel em quatro provas do WRC, o RS200 trazido pelo piloto inglês (que festejou o aniversário no último dia de prova, 70 anos) “derreteu o coração” dos amantes de ralis, da mesma forma que mantém “apaixonado” o piloto que o conduziu e que na garagem não tem um RS200 mas sim… quatro!
Com sua simpatia habitual Mummery, explicou que “este RS200 veio do Rallycross e foi todo recondicionado para a sua condição original uma vez que chegou a receber modificações para participar no Rally Paris-Dakar, num projeto que acabou por nunca se concretizar. Depois disso, o carro esteve parado cerca de 20 anos e foi reconstruído, voltando ao ativo para correr nalguns ralis em Inglaterra. Contudo, como lá só pode correr com restritor, o motor tem apenas 300 cv e não os 600, como tinham as unidades de fábrica!”. Mas se está a pensar que isso o torna muito amigável, desengane-se! Segundo o britânico, “mesmo com metade da potência do original o RS200 é um carro difícil de guiar, contudo, com algum cuidado, é possível gerir a ‘besta’ de Grupo B”.
Mesmo sem qualquer responsabilidade para com o cronómetro (uma vez que estava integrado na categoria “Show”, que não tinha tempos cronometrados), o RS 200 deixou rendido toda a imensa massa humana que acompanhou o RallySpirit, da mesma forma que o piloto que, este ano, já levou o carro ao Eifel Rallye Festival e ao Rallye Festival Transmiera também se rendeu aos encantos do “nosso” Rally-Legend, referindo que “o ambiente da prova é fantástico, com todos a serem muito amigáveis e prestáveis e a devotarem grande paixão pelos ralis. O RS200 foi um excelente parceiro, num rali com excelentes troços, e que deram grande prazer de condução”. Agora é só esperar que este RS200 volte para o RallySpirit Altronix em 2019 e inspire a participação de outros “Super” Grupo B.










