Rafael Rego e Nuno Mota Ribeiro, aos comandos de um Toyota GR Yaris Rally2, alcançaram um notável segundo lugar no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), conquistando o primeiro pódio da sua carreira na competição. A dupla destacou-se ao vencer duas classificativas e chegou mesmo a liderar a prova antes da derradeira Power Stage, numa prestação que evidenciou uma rápida e promissora adaptação aos pisos de terra com a viatura nipónica.
A exibição ganha relevo por se tratar da estreia do piloto nestas condições com o Toyota GR Yaris Rally2, após um anterior rali em terra – Aboboreira – interrompido por um abandono madrugador logo no primeiro troço. Embora afastado da luta direta pelo título nacional, o ritmo competitivo demonstrado indicou potencial para influenciar a frente da tabela nas restantes provas da temporada.

A gestão da pressão e a evolução constante
No rescaldo do rali, Rafael Rego detalhou a abordagem estratégica com que a equipa se apresentou à partida, sublinhando que o foco principal residia na acumulação de experiência e de quilómetros: «Correu bem. Nós viemos cá com o objetivo de fazer quilómetros; não era para ganhar nem para andar depressa. Infelizmente, os colegas que estavam à frente tiveram problemas, conseguimos aproximar-nos, aproveitámos e “demos gás”, mostrando que conseguimos ser rápidos, o que é importante. No entanto, o objetivo nunca foi esse; entramos com o intuito único de terminar, de fazer quilómetros para atacar no próximo rali. Foi o nosso primeiro rali em terra — bem, já tínhamos feito um, mas bati logo no primeiro troço», afirmou o piloto.
Questionado sobre a gestão psicológica na entrada para o último troço, com uma curta vantagem de apenas dois décimos de segundo, o jovem piloto demonstrou serenidade: «Por acaso, senti-me tranquilo. Lido bem com a pressão desde os karts e essa vivência toda — lá éramos trinta em pista…»
Sobre a mentalidade necessária para gerir os momentos de decisão no ultimo troço, Rego acrescentou: «Bem, basicamente vou dar o que sei e o que sair, saiu. A única coisa que não pode acontecer é bater. De resto, o mais importante é não ter medo, ter confiança e muita força, foco e fé, que é o que costumo dizer sempre a toda a gente.»
O foco na aprendizagem para o futuro
Analisando o percurso efetuado ao longo da época e o processo de maturação após os percalços anteriores, o piloto enfatizou a importância da consistência: «Sim, sinto que a cada quilómetro que faço estou a evoluir. É isso que se quer e é isso que a equipa pretende. Este é um ano de aprendizagem, não é uma época para ganharmos ralis. Quilómetro a quilómetro, estamos cada vez mais rápidos e sinto que ainda temos margem para progredir ainda mais.»
Apesar do desempenho de alto nível que culminou no segundo posto final, Rafael Rego reiterou que a fasquia para as próximas etapas competitivas se mantém prudente, excluindo pressões acrescidas em termos de resultados imediatos: «Não, o nosso objetivo este ano nunca vai ser tentar ganhar nem andar nos lugares da frente. Vai ser fazer aquilo que sabemos fazer, mas sem correr riscos…»









