A três provas do final da temporada, o Rali do Japão assume um carácter decisivo na definição das contas do Mundial, tanto ao nível dos Pilotos, como das Marcas.
E se é certo que nem Marcus Gronholm, nem Sébastien Loeb podem sair da antepenúltima prova do ano disputada em pisos de terra com a faixa de campeões, tal como a Ford ou a Citroen, também é verdade que qualquer erro crasso por parte dos pilotos ou das equipas irá desequilibrar a balança dos títulos. Com quatro pontos de vantagem e de regresso ao seu terreno de eleição, Gronholm divide o favoritismo com Loeb, numa prova onde os dois pilotos arrecadaram um triunfo cada e onde a competitividade e fiabilidade do Focus e do C4 parecem estar a um nível muito semelhante.
Mais desequilibrado poderá ser o combate nas Marcas, onde a Ford conta com Mikko Hirvonen teoricamente mais consistente (apesar do deslize da Córsega) do que Daniel Sordo que defenderá as cores da Citroen. Na expectativa, estarão pilotos como Petter Solberg, Chris Atkinson (ambos em Subaru Impreza) ou Jari-Matti Latvala (Ford Focus), num rali onde Toshi Arai, a jogar em casa, pode já antecipar a conquista do título de Produção, desde que seja pelo menos segundo.
Leitura antecipada do terreno
Disputada na ilha de Hokkaido e tendo como centro nevrálgico a cidade de Obihiro (provavelmente pela última vez), a prova nipónica apresenta como principal dificuldade a configuração das especiais que, por norma, são muito estreitas e com a vegetação a tapar as bermas. Isto significa que, muitas vezes, a saída das curvas é cega, mesmo com os carros a pisarem as bermas.
Nesta perspectiva, os reconhecimentos assumem uma extraordinária importância uma vez que ter boas notas de navegação é meio caminho andado para se conseguir ser rápido. Dificuldade acrescida poderá também ser encontrada nas quatro classificativas nocturnas previstas na estrutura da prova, mas como se tratam de super-especiais, com iluminação artificial, os problemas estão à partida minimizados.









