Na altura, o Autosport escrevia: “Um verdadeiro rali de inverno. Neve e gelo com fartura. Armin Schwarz, que liderava o rali despistou-se no Toyota oficial, o mesmo sucedendo a Francois Delecour e a sua navegadora, Anne Chantal Pauwels, que foram parar ao hospital, por precaução. A especial é interrompida e mesmo em ligação, Bento Amaral despista-se numa placa de gelo.”
Estrutura compacta
Portanto, é neste santuário de belas histórias do Rali de Portugal que os concorrentes do Open vão evoluir, numa esquema de troços que prevê duplas passagens por duas especiais, com o rali a ter apenas quatro troços. A prova será integralmente disputada na tarde de sábado, 12 de Maio.
A lista de inscritos ainda não está disponível, já que as inscrições encerraram apenas no dia de ontem. Vencedor de três provas, em quatro, Fernando Peres lidera o campeonato, com 24 pontos de avanço para Luis Mota, que tem sido regular na obtenção de resultados. Diogo Gago é um surpreendente terceiro classificado, depois de grandes exibições (e vitórias) no Modelstand. A único piloto a lograr bater Peres foi João Barros, em Castelo Branco.
Horário
1ª Etapa 1ª Secção Arouca – Arouca
Arouca – Parque Milénio Partida 1º Concorrente 14:00
Arouca Parque de Assistência 14:05 <> 14:15
Figueiredo – Cando 1 1ª Prova Especial 14:30
Manhouce – Cando 1 2ª Prova Especial 15:45
Arouca Reagrupamento 16:25
1ª Etapa 2ª Secção AROUCA – AROUCA
Saída Reagrupamento / Entrada Parque de Assistência 16:35
Arouca Parque de Assistência 16:35
Figueiredo – Cando 2 3ª Prova Especial 17:20
Manhouce – Cando 2 4ª Prova Especial 18:25
Arouca Parque de Assistência 19:05
Arouca – Parque do Milénio Pódio 19:35
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Como tem sido o campeonato
Rali Montelongo: Fernando Peres
Fernando Peres venceu a primeira jornada do Open de Ralis. Na prova organizada pelo Demoporto, o veterano piloto só não venceu a primeira especial, mas logo na segunda desalojou da liderança o jovem João Barros num Citroën Saxo Kit Car e começou, paulatinamente, a colecionar segundos de vantagem sobre o grupo perseguidor. Deste, a figura de proa chamou-se Daniel Nunes que acabou por assegurar o segundo posto à frente de Luís Mota (Lancer Evo VII) já que pilotos como João Barros e André Cabeças (VW Golf Kit Car) ficaram pelo caminho, enquanto Daniel Ribeiro (Opel Corsa S1600) que também esteve na luta pelo segundo posto, se atrasou após uma saída de estrada, conseguindo, todavia, recuperar até ao quinto lugar final. Noutras contendas, a vitória acabou por recair sobre Aníbal Rolo (R5 Turbo) nos Clássicos, enquanto Daniel Nunes juntou ao segundo lugar absoluto, a vitória no Regional Norte e no Campeonato Júnior e Manuel Pereira (Lancer Evo VI) era o mais forte no Regional Nordeste.
Rali de Barcelos: Peres volta a vencer
Provando que o triunfo alcançado em Fafe não foi por acaso, Fernando Peres arrecadou a segunda vitória consecutiva na competição. Desta feita, o piloto portuense teve que se esforçar mais, mas não durante toda a prova uma vez que os seus principais adversários foram capitulando ao longo do rali. Mário Barbosa (Citroën Saxo Kit Car) foi talvez o que lhe deu mais trabalho, ao vencer a segunda especial, mas abdicaria da luta, primeiro quando se viu prejudicado pelo violento acidente de Alberto Cabral (que obrigou à interrupção da prova) e depois quando o seu carro enfrentou problemas mecânicos na quarta especial. Na mesma altura também abandonou Daniel Nunes que viu a transmissão do Lancer ceder quando ainda estava a menos de 20s de Peres, deixando o lugar vago para Luís Mota se instalar confortavelmente na segunda posição (vencendo também o Regional Norte) à frente de Diogo Salvi (Lancer Evo VI) que completou o pódio. Com Eduardo Veiga a combinar o espetáculo e a eficácia no quarto lugar com o Escort de tração traseira, o top five foi completado pelo vencedor do Troféu Desafio Modelstand, Diogo Gago. Na luta dos 206 GTI, o algarvio apenas precisou de vencer três troços para assegurar a vitória na frente de Gil Antunes e Sérgio Vaz.
Rali Cidade de Castelo Branco: João Barros bate Fernando Peres
Em Castelo Branco a história foi diferente já que a vitória foi para João Barros, que guiando o Citroën Saxo Kit Car superiorizou-se a Fernando Peres, que guiou o ‘velhinho’ Ford Escort Cosworth. A luta entre os dois esteve ao rubro durante todo o rali, chegando Barros a ter uma vantagem de 9,1s quando Peres fez um pião. Mas à entrada da derradeira especial, Peres já aparecia à frente, liderando por 0,9s! No tudo ou nada do último troço, o piloto do carro de duas rodas motrizes fez a diferença, vencendo mesmo por sete segundos. Peres teve assim que se contentar com o segundo lugar, mas nem por isso deixou de dilatar a diferença na contabilidade do campeonato (liderando agora por 17 pontos face a Luís Mota). A fechar o pódio ficou Carlos Martins (no Lancer com que Peres tinha ganho os dois primeiros ralis do Open), à frente de Diogo Salvi (Lancer Evo VII) e André Marques (Peugeot 206 S1600). No Troféu Modelstand (Peugeot 206 GTI) de registar a segunda vitória de Diogo Gago (que venceu também entre no ‘Júnior’) que voltou a bater Gil Antunes e reforçou a liderança na competição monomarca.
Rali Vidreiro: Terceira de Fernando Peres
Fernando Peres conquistou a terceira vitória em quatro provas do Open, com o veterano piloto a impor a sua lei num terreno difícil e onde as escolhas de pneus foram importantes. Na prova do CAMG e até à quarta especial (das seis disputadas), Peres encontrou em Diogo Salvi um adversário à altura, mas logo que o filho do antigo campeão Giovanni Salvi viu a transmissão do Mitsubishi Lancer Evo VII ceder no arranque da PE 4, Peres passou a liderar confortavelmente, fazendo a gestão do cronómetro a seu belo prazer. A vitória ficou praticamente decidida, mas a questão do segundo lugar ainda esteve em aberto até à derradeira especial. É que João Barros, Luís Mota e Carlos Martins entraram para a PE 6 separados por apenas 8,8s oferecendo à prova um final recheado de suspense. À chegada à Marinha Grande, foi, contudo, o piloto do Citroën Saxo Kit Car que assegurou o lugar intermédio do pódio, com o Mitsubishi Lancer de Martins a ascender a terceiro depois de uma notável recuperação a partir de oitavo.










