O Rali da Jordânia ficou marcado pela mais curta diferença de sempre numa prova do WRC, com Sébastien Ogier a bater Jari-Matti Latvala por 0,2s. E o que se pode fazer nesse hiato de tempo? Talvez pestanejar os olhos, mas pelos vistos para Sébastien Ogier também se pode ganhar um rali! Há exercícios curiosos de fazer. Um papel e uma caneta servem de passaporte para atravessar a fronteira do tempo e viajar 13 anos para trás, altura em que a cronometragem digital e ao décimo de segundo foram introduzidas no Mundial de Ralis. A conclusão é simples: se tivesse sido disputado em 1998, o Rali da Jordânia teria tido também Sébastien Ogier como vencedor, mas com uma margem de diferença face a Jari Matti-Latvala muito maior. O francês da Citroën teria chegado à vitória por uns confortáveis 19s e não por uns espremidos 0,2s, naquele que passou a ser um novo recorde do Guiness, na diferença mais pequena de sempre entre primeiro e segundo classificados numa prova do WRC. Depois dos 0,3s com que, em 2007, Marcus Gronholm bateu Sébastien Loeb no Rali da Nova Zelândia, era difícil imaginar uma diferença menor, mas está visto que já não falta muito para que a parcela dos centésimos ou mesmo milésimos de segundo passem a fazer parte da equação da vitória.










