Mikko Hirvonen é uma das ‘estrelas’ do Estoril Classics Week

Por a 9 Outubro 2019 12:24

Mikko Hirvonen vai regressar a Portugal para participar no Estoril Classics Week, onde vai guiar um Ford Focus WRC, do madeirense Rui Pinto, que desta feita terá as cores que o finlandês ostentava nos seus anos da Ford e daquele modelo.
Aos 39 anos, ex-piloto do WRC e atual piloto de Rally-Raid, tem no seu currículo seis pódios na tabela do campeonato, já que foi terceiro em 2006 e 2007, e segundo em 2008, 2009, 2011 e 2012, o último dos quais na Citroën, depois dos primeiros cinco terem sido obtidos na Ford.
Em 2008, 2009, 2011 e 2012, terminou sempre como vice-campeão de Sébastien Loeb. Curiosamente, Sébastien Loeb decidiu fazer um programa parcial nos ralis em 2013, e com isso conferiu ao seu colega de equipa, Mikko Hirvonen o estatuto de primeiro piloto da Citroën.

Natural de Kannonkoski, cerca uma centena de quilómetros a norte de Jyväskylä, Hirvonen recorda que “os ralis sempre fizeram parte da minha vida. Na verdade, não tive que optar entre os ralis e outros destinos, porque nunca coloquei outra hipótese. Não sofri qualquer tipo de pressão para o fazer, simplesmente fui crescendo com o objectivo de pilotar sempre presente na minha mente”.

Do naipe de finlandeses voadores que davam então cartas no Mundial de Ralis, Hirvonen revela que “admirava e seguia os feitos de todos os meus compatriotas. A Finlândia tem uma longa tradição de excelentes pilotos e grandes conquistas. No entanto, não escondo que o meu preferido era Markku Alen. Admirava o seu carácter e a sua forma de conduzir”.

No WRC, apanhou pela frente um super-piloto, Loeb, e foi essa a única razão pela qual nunca foi campeão. Mas esteve bem perto: “Nunca esquecerei os títulos de construtores que ajudei a Ford a conquistar, a minha primeira vitória, na Austrália em 2006 ou a vitória na Finlândia em 2009, perto da família e de todos os amigos. Nesse ano, vivi também o pior momento destes dez anos, quando perdi o título por um singelo ponto. Só pensava no que poderia ter feito diferente ao longo do ano para somar os míseros pontos que faltavam para ter sido campeão, mas a competição é assim”.

Durante os anos em que conduziu para a marca da oval, o finlandês não esconde que “por vezes era frustrante competir contra o poderio da Citroën. Mas ao mesmo tempo, orgulho-me das vezes em que um jovem como eu, em início de carreira, conseguia desafiar um monstro chamado Citroën e obrigava Loeb a guiar no limite para me vencer. Desse ponto de vista, era gratificante”. E por falar em Loeb, depois de vários anos de luta, foram colegas de equipa: “ele não tinha propriamente um segredo. Era incrivelmente rápido e, acima de tudo, extremamente consistente. Mantinha o ritmo troço após troço. Os seus adversários também são rápidos, mas numa ou noutra classificativa menos talhada para as suas características de condução, acabam por perder 3 ou 4 segundos para, o que os impedia de chegar à vitória. Quando cheguei à Citroën, fiquei espantado com o tempo que era dedicado a analisar dados, a atenção dada a cada detalhe e com a forma como engenheiros e mecânicos trabalhavam em conjunto para definir pontos de melhoria, sempre com o objetivo de tornar o carro mais simples e fácil de conduzir”.

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c_s_amaral
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c_s_amaral

O carro está com todas as especificações da época, num estado irrepreensível.

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