Depois da experiência no Todo o Terreno, Miguel Campos continua a ponderar realizar algumas provas do Campeonato de Portugal de Ralis em 2011. Curiosamente, para o Campeão Nacional de Ralis de 2002, disputar o Ervideira Rali TT aos comandos de uma Nissan Navara do agrupamento T8 “deixou-me água na boca e vontade de repetir a dose, mas agora com um carro mais competitivo”. Contudo, o objetivo principal continua a passar pelos ralis:
“Estamos neste momento a estudar a viabilidade de disputar um ou duas provas este ano, e a questão é sempre a mesma. Tanto o carro com que poderei correr como a provas ou provas dependem do budget que conseguir reunir. Até correr com o S2000 é possível, mas neste momento há várias hipóteses em cima da mesa.”, começou por referir Miguel Campos, confessando também que se divertiu no TT: “Esta experiência no TT foi essencialmente para me divertir e correr sem quaisquer pressões, mas ainda assim tirei as minhas conclusões já que percebi ser possível manter a concentração na totalidade do longo percurso e perceber que em termos físicos também não houve problema. Por isso, gostava de voltar a correr no TT, agora com um carro mais evoluído, o que me permitiria subir uns degraus competitivos.”, referiu.
Relativamente aos ralis, a sua grande paixão, é com tristeza que olha para o panorama atual da principal competição portuguesa de estrada: “Não gosto de dizer mal, mas a verdade é que falta muita coisa no CPR, uma competição que hoje em dia está nivelada por baixo. Pilotos que lutavam pelo top 10 há uns anos lutam agora pelas vitórias, percebendo-se que os pilotos e carros mais competitivos desapareceram. Falta cor ao campeonato, faltam nomes mediáticos. Consigo compreender o alheamento das marcas, mas também acho que bastava alguns pequenos apoios semi oficiais para seduzir alguns pilotos. Para mim era o suficiente para entrar num projeto. Percebo que as coisas mudam, os tempos mudam e eu próprio hoje em dia não tenho patrocínios para disputar o campeonato todo e se tivesse oportunidade voltaria.”, referiu Campos que mostra alguns possíveis caminhos:
“O Open de Ralis parece-me ser o campeonato ideal para o país que somos hoje em dia, penso que é a fórmula ideal para a nossa realidade. Se mandasse, no CPR a primeira coisa que fazia era retirar do calendário os ralis de Portugal, Açores e Madeira. Regulamentava para o CPR ralis só de um dia, muito compactos e os carros que lá correm agora parecem-me apropriados. Compreendo que a existência entre CPR e Open permite aos pilotos que sentem não poder andar nos lugares da frente do CPR, prefiram o Open onde podem lutar pelas vitórias, mas isso é natural e opção de cada um.” Referiu Miguel Campos que terminou com um palpite: “Na minha ótica penso que o Ricardo Moura é o piloto mais regular e o que mais condições tem de chegar ao título absoluto, mas é bom pelo menos haver equilíbrio no CPR.”, concluiu.













