Malcolm Wilson estava naturalmente feliz com esta vitória, que coloca ainda mais pressão em Sébastien Loeb e na Citroen nas próximas provas, permitindo à sua equipa no geral e a Marcus Gronholm em particular, partirem para as provas de asfalto um pouco menos condicionados, já que agora cabe à equipa francesa correr atrás do prejuízo. Para além disso, destacou a grande competitividade desta prova, que se tornou na mais disputada de sempre em 34 anos de Mundial de Ralis:
«O WRC está bastante competitivo e isto é incrível do ponto de vista desportivo. Estou presente neste desporto desde sempre, e nunca tinha deparado com um situação destas. Já houve, por vezes, mudanças de líder na derradeira especial, mas chegar ao último troço com uma diferença entre os dois homens da frente de apenas 0,7s é uma situação perfeitamente extraordinária, e só tenho pena que não haja mais gente a ver quão realmente espantoso é este desporto.»
«Na derradeira classificativa viveram-se momentos incríveis! Os nossos engenheiros tinham calculado que, atendendo à velocidade que o Marcus passou na tomada de tempos, o Sébastien teria de estar 24 metros atrás, mas como calculam, nos ralis os carros não terminam lado a lado, pelo que, nesses momentos, todos realizavam cálculos! De repente, ouviu-se um ‘bruá’ imenso, e vejo o Marcus aos saltos no tecto do Focus. Foi uma alegria imensa! De qualquer forma quero aqui fazer um parêntesis pois tenho uma factura para mandar ao Marcus, pois os seus saltos no Focus fizeram mais estragos que o capotanço o ano passado na Austrália.», referiu antes de desatar às gargalhadas…
«Agora a sério: Faltam cinco provas e nunca estivemos tão confiantes. Estamos realmente felizes com a performance do carro e apesar de virem aí provas de asfalto, que não são as nossas preferidas, estamos confiantes nas prestações do carro, tal como sucedeu na Alemanha.»










