O Rali da Grã-Bretanha é mesmo uma prova complicada, e tendo em conta que quase sempre foi realizada em pleno Outono, o tempo poucas vezes permitiu que a prova se desenrolasse em pisos completamente secos.
Para que se perceba melhor as dificuldades relativas ao que os pilotos encontram. Nada melhor que ficar a conhecer os motivos do atraso dos dois homens da Stobart, Jari Latvala e Henning Solberg, que devido ao embaciamento dos vidros, preferiram abandonar na derradeira especial de ontem e somar os cinco minutos de penalização, porque o tempo que iam perder na estrada seria bem maior. Já Sébastien Loeb, imagine-se, num troço nocturno, preferiu desligar as luzes e guiar em plena escuridão, porque o nevoeiro era tanto que com as luzes do C4 WRC ligas a refracção só piorava as coisas.
É nestas condições que se está a realizar o segundo dia de prova, por isso, e como muito bem dizia Sébastien Loeb ontem: «Nestas condições é muito complicado pois o erro pode acontecer a qualquer momento, e eu não gosto nada de guiar com um ritmo baixo, pois é muito mais fácil desconcentrarmo-nos». Portanto, ninguém melhor que o líder do Mundial sabe que até ao fim tudo pode acontecer.
Loeb queixa-se das condições dos troços, mas a verdade é que em termos práticos, as coisas têm vindo a correr da melhor forma para as suas cores. Na derradeira especial de ontem foi Latvala a ficar pelo caminho, regressando muito atrasado hoje, mas hoje o seu perseguidor mais directo, Petter Solberg, perdeu 37 segundos logo a abrir, o que colocou a diferença entre a terceira posição de Loeb e a quarta de Solberg em mais de uma minuto. Sem contar com Dani sordo, que é actualmente quinto classificado, Chris Atkinson erstá logo a seguir mas demasiado longe dos homens da frentre, e para isso muito contribuiu o despiste de ontem…em dia de anos.
Neste contexto, mais descansado ainda ficou o francês, e agora só mesmo um problema grave ou um despiste lhe pode tirar o título. Muito provavelmente, e como Gronholm confessou ontem, não vale a pena atacar o Hirvonen, pois o Loeb está logo atrás de si. Se algo se passar com o francês, logo se vê, dizemos nós…









