João Barros foi mais um dos pilotos que ficou fã do WRC Fafe Rali Sprint, no qual se estreou no passado sábado com um carro de quatro rodas motrizes. O tetracampeão nacional de karting e campeão do CPR2 foi o piloto nacional que mais evoluiu ao longo das três passagens – retirou seis segundos nos 6,3 km da especial – e conseguiu ser o segundo melhor português na grande final, a 1,5s do tricampeão Ricardo Moura: “Esta paixão e esta moldura humana do Fafe Rally Sprint marcam qualquer ser humano”, comentou no final. “Foi ao mesmo tempo uma grande emoção e uma grande aprendizagem para mim. Pude finalmente comparar o meu andamento em terra com o dos adversários do CNR, algo que não tinha podido fazer no Serras de Fafe. E o balanço é muito positivo pois estou ao nível de pilotos de grande valor, com muitos anos de experiências nestes troços e nesta modalidade. Melhorei imenso não só os meus tempos mas também a afinação do carro, que no início não era a ideal. E, sobretudo, evoluí muito só ao observar os pilotos do Mundial. Ver, por exemplo, as trajetórias e o estilo de pilotagem do Ogier fez-me aprender muito e perceber o que é necessário para explorar estes carros da forma mais eficaz. E com tão poucas épocas nos ralis, é este espírito de aprendizagem e humildade que eu tenho de ter para chegar aos meus objetivos”.
João Barros também fez questão de destacar “o imenso apoio que senti das pessoas ao longo da prova, quer no troço quer na assistência e até pelas redes sociais. Nos últimos dias devo ter recebido várias centenas de pedidos e mensagens no Facebook. É muito reconfortante receber este carinho porque realmente dou muito de mim próprio a este desporto, ao qual não me posso dedicar a cem por cento”, revelou.
Novo set-up para os pneus do Mundial
Agora, o piloto de Paredes enfrenta novo desafio com a estreia numa prova do WRC, o Vodafone Rali de Portugal. “Só esta segunda-feira testei Fiesta com os pneus do Mundial, que são diferentes dos do Nacional e que vão obrigar a um novo set-up. Mas quero ganhar o rali entre os pilotos do CNR, sabendo que é uma prova muito mais dura do que aquilo que estamos habituados, quer pela extensão dos troços quer pela gestão que é preciso fazer. Também aqui teremos um desafio e uma aprendizagem enormes”, antevê João Barros.
O Rali de Portugal terá o seu shakedown na próxima quarta-feira, em Vale do Judeu, para depois iniciar com a Super Especial de Lisboa na quinta-feira. A prova do CNR terminará no final da etapa de sexta-feira mas João Barros e o navegador Jorge Henriques já confirmaram que vão prosseguir no rali, caso seja possível.











