François Delecour repete 1991 ou 1994 no Rali de Monte Carlo?
E se François Delecour ‘vingasse’ o Monte Carlo 1991? O ano passado, no IRC, essa possibilidade era real, mas este ano a ‘conversa’ é outra. É verdade que conhece bastante bem a prova e os homens do WRC já cá não correm há uns anos, mas a falta de ritmo dificilmente será colmatada pela experiência na prova, um piloto que já teve momentos dramáticos e muito felizes nesta prova.
A imagem de François Delecour lavado em lágrimas no final do troço do Turini do Rali de Monte Carlo 1991 continua presente na memória de muitos adeptos dos ralis, em mais um capítulo da rica história da prova monegasca, feita de muito espetáculo, emoção e drama. A história conta-se em poucas linhas e dá conta de um jovem francês chamado François Delecour, que até à altura ainda não tinha ganho nada de muito significativo, mas que passou boa parte do Rali de Monte Carlo 1991 a lutar lado a lado com os grandes nomes dos ralis da altura. Miki Biason, Carlos Sainz e muitos outros, dominavam o panorama na altura e na prova de abertura do Mundial de 1991 um jovem que mal sabia falar inglês, chega à etapa final em segundo lugar, 39 segundos atrás de um Sr. chamado Carlos Sainz.
Entrevistado antes da última ronde de especiais, o francês revela ser “impossível vencer, pois eles são grandes pilotos e eu sou segundo e estou muito feliz.”. Mas no seu íntimo, Delecour sabia que podia la chegar e logo no final da primeira passagem pelo Turini já levava nove segundos de avanço para Sainz. O jogo do gato e do rato continuou, até que o francês chega à derradeira passagem pelo mítico Col du Turini, último troço do rali, com 41 segundos de vantagem para Sainz. O impensável estava prestes a acontecer e o espanhol nem sequer atacou, pois em condições normais sabia ser impossível recuperar tantos segundos.
Contudo, já na descida, um furo a que se seguiram graves problemas de suspensão no Ford sierra 4X4 acabaram com o sonho de um jovem francês, em vencer o Rali de Monte Carlo, o que conseguiria somente três anos depois, em 1994, depois de ter deixado de ser uma jovem promessa, e passado a constar, muito justamente, entre lote de favoritos às vitórias. As imagens de Delecour, completamente histérico a tentar explicar aos seus adeptos porque não iria conseguir vencer a prova foi mais um momento histórico do que livro de ‘estórias’ do Monte Carlo é pródigo.
Vinte anos depois, o ano passado, Delecour entrou para a etapa final, ironicamente, com a mesma desvantagem de 39 segundos para o líder, e novamente com o Turini pela frente. A história só se repetiu em parte. Voltou a não vencer. E este ano, será que termina nos lugares da frente?
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