A questão da proibição à publicidade ao tabaco no Campeonato de Ralis dos Açores continua na ordem do dia. Para a maioria, caso avance, esta proibição colocará grandes problemas a todos os níveis, quer seja nas organizações ou equipas que habitualmente correm no campeonato.
Para Fernando Peres, será o fim dos ralis ao nível que sucede actualmente, naquele arquipélago: «Penso que será o fim do desporto com o nível que o Campeonato de Ralis dos Açores teve nos últimos anos. As únicas empresas que têm dimensão nos Açores para ter carros com o grau de preparação que existem neste momento são as tabaqueiras. Portanto, no dia em que este tipo de publicidade for proibida, os pilotos mais competitivos deixam de correr e isso vai significar que daremos um passo atrás 10 ou 15 anos. Por outro lado, a maior parte das provas são também patrocinadas pelas empresas de tabaco, o que quer dizer que os clubes não vão ter autonomia financeira para as organizar. Ou seja, se o Governo interditar mesmo a publicidade, os clubes vão pedir mais dinheiro às autarquias e ou estas “abrem a bolsa” ou então este desporto perde toda a sua vitalidade. Porque a dimensão dos Açores é demasiado pequena para que possa vir outro sector, como os computadores ou outro qualquer, substituir o peso da indústria tabaqueira.», referiu







