O Rally di Roma Capitale foi este ano incluído na lista provisória de eventos do Europeu de Ralis 2017. Esta prova é uma adição recente nos ralis italianos, e promovido por Max Rendina, vencedor do Mundial de Produção de 2014 com a Motorsport Italia, equipa de que é co-proprietário. As especiais realizam-se nas montanhas a 60-80 Km de Roma, mas o rali arranca na capital, com os carros a fazerem uma parada junto ao Coliseu. Ali perto realiza-se uma super especial, à frente do Colosseo Quadrato, célebre edifício colocado de pé durante o regime de Benito Mussolini. Ao mesmo tempo da prova do Europeu, o evento do ‘nacional’ italiano realiza um percurso mais curto que os homens do ERC.
Este é um bom exemplo duma prova que nasce e depressa ‘sobe’ a um importante calendário FIA. E porquê? Maioritariamente porque foi pensado perto de uma enorme conglomerado populacional, o que desde logo coloca a prova perto do sucesso não só relativamente aos espectadores, mas também de eventuais patrocinadores. Por exemplo, comparando com a realidade nacional, como é possível entre a Marinha Grande/Leiria e o Algarve (com Lisboa e Setúbal pelo meio) não haver um grande evento de ralis? Sabemos, por exemplo, porque desapareceu o Rali das Camélias, mas imagine-se hoje em dia uma prova do CNR entre Sintra, Gradil, Montejunto, o que seria de público…
Martin Holmes C/José Luis Abreu









