Trinta anos depois foi possível voltar a ver Grupos B em todo o seu esplendor. Melhor, em 20 por cento do seu esplendor, porque estes carros hoje em dia valem imenso, e sendo verdade que a grande maioria dos seus donos gostam de lhes dar uso em provas destas, são muito poucos os que arriscam danificar a chapa até porque o que o espírito é mesmo tirar os carros das garagens e mostrá-los, fazê-los verem-se e sentirem-se. Autênticos museus itinerantes.
E o dia de hoje encerrou também um marco, já que depois de trinta anos, o Audi 002 Quattro, o protótipo da Audi, saiu do Museu de Ingolstadt e transferiu-se para Daum. É provável que seja possível vê-lo a andar amanhã, mas isso ainda não está totalmente garantido.
A foto de família é um momento absolutamente inolvidável, ver a quantidade de carros que se juntam naqueles momentos é como juntar os carros oficiais num só parque fechado com o creme de la creme dos Rali de Portugal desde 1974 a 1992.
Mas o que mais impressiona é recordar os sons dos muitos carros ouvidos e vistos nas décadas de 80 e 90. Numa era em que se está em plena transição do que eram as grandes máquinas do passado e as fabulosas sinfonias dos seus motores para o zumbido do elétrico que quase todos irrita, são momentos inolvidáveis, qualquer coisa como entrar num recinto e ouvir Beethoven, Vivaldi, Bach e Mozart em cada um dos cantos.
Á tarde, foi o momento do shakedown, e pela primeira vez em 30 anos voltei a ver passar, separados por alguns segundos, Um Audi Sport Quattro S1 E2, Lancia Delta S4, Ford RS 200, e muitos, muitos mais. A exemplo do que Marc Duez fez no Rali de Portugal de 1989, também aqui os pilotos dos BMW M3 são dos que mais espetáculo dão, mas infelizmente o ‘concerto’ foi efémero, porque se há algum tempo atrás as 24 Horas de Nurburgring foram ‘visitadas’ por uma verdasca das fortes, desta feita, foi a vez de Daum, e do Eifel Rallye. Uma chuvada como nunca tinha sentido começou por refrear pilotos depois fê-los mesmo voltar para trás, porque a chuva era mesmo forte e riscos nos carros ou coisa pior é algo que não se deseja para estas peças de Museu itinerante. Fica para amanhã…


















































