Após o segundo título consecutivo do PWRC, Armindo Araújo tem os olhos no futuro. Sem certezas da linha de trajetória que ele poderá pisar, o piloto de Santo Tirso tem na manga quatro projetos, todos com orçamentos diferentes e que, por isso, se poderão adaptar melhor ou pior à realidade portuguesa ao nível dos apoios que necessita para os concretizar.
No topo do bolo aparece a tão ambicionada passagem para o WRC e para a condução de um dos World Rally Cars da nova geração, seja ele um Citroen (o mais difícil de concretizar), um Ford ou um MINI. Neste caso, os valores rondaram os 3,5 milhões de euros para um projeto que integraria a maior parte das provas do calendário de 2011, mas que muito provavelmente só será possível de concretizar com a entrada de novos patrocinadores.
Mais económica seria a participação no SWRC, ao volante de um S2000 convencional, naquele que seria, eventualmente, o passo mais lógico em termos de progressão de carreira. Igualmente em cima da mesa estará também a repetição do PWRC ou, por outras palavras a quarta temporada consecutiva no agrupamento, mas que poderia ter a vantagem de manter ligação da Ralliart Itália que, em 2012, poderá ver o seu futuro passar pela dedicação ao novo agrupamento R4 que a FIA recentemente implementou.
Como derradeira alternativa para 2011, Armindo Araújo pondera a hipótese de ser adversário de Bruno Magalhães no IRC, sendo, no entanto, esta a possibilidade que menos lhe interessa por afastá-lo da ‘família’ do Mundial, afinal o epicentro dos ralis.
Na sua visão particular, Armindo Araújo é bem mais sucinto e reservado, assumindo uma postura profissional como forma a respeitar os seus patrocinadores numa altura em que vários cenários se colocam, preferindo referir que “tudo está, nesta altura, em aberto e prefiro não comentar cada uma das possibilidades avançadas”, mas sempre vai referindo que “temos várias possibilidades em aberto e há possibilidades de ir para o WRC pois temos algumas portas abertas, mas como sempre tudo depende das verbas que conseguirmos reunir. Vamos ver o que é possível fazer e que mais portas este segundo título nos pode abrir”. Esperemos que muitas…
Martin Holmes: “Não é fácil dar-lhe um conselho”
E o que pensa Martin Holmes disto? Fomos sabê-lo: “Não é fácil dar-lhe um conselho. Deve esperar por algo que talvez nunca venha a acontecer ou optar por algo seguro, menos competitivo e que o deixe menos satisfeito? Obviamente, parece que a Ralliart Itália está na linha da frente no desenvolvimento dos novos Grupo R4 e o Armindo já teve essa experiência no Rali de Monza, mas se ele guiar um R4 terá que competir no SWRC contra os S2000, o que deixa antever que seria mais seguro se se mantivesse no PWRC com um N4. Não estou a ver que os R4 consigam bater os S2000 convencionais.”








