Na entrevista que deu ao AutoSport na passada semana, Diogo Gago tocou num ponto fundamental, que muitos entendem ser a principal razão pela qual é cada vez mais difícil a um piloto português, depois de vários anos nos campeonatos nacional, consiga singrar no estrangeiro. Em primeiro lugar, Diogo Gago é de opinião que se evolui muito mais depressa correndo lá fora: “Evolui-se bastante, pois encontram-se pilotos muito experientes de várias nacionalidades, todos a correr com o mesmo propósito e isso faz com que os pilotos e navegadores, nos dediquemos com mais garra para conquistar bons resultados”, mas o piloto algarvio foca muitas vezes a questão dos reconhecimentos, que em Portugal são quase ilimitados, e quando os pilotos competem lá para fora têm grandes dificuldades em se baterem com outros pilotos em troços que não conhecem. Questionado se essa é uma das razões pela qual os pilotos portugueses não conseguem com tanta facilidade impor-se lá fora, a resposta é clara: “Isso é um dos problemas dos ralis em Portugal, os reconhecimentos ‘ilegais’, mas eu nunca fui dessa opinião pois já fazer reconhecimentos com duas passagens às vezes me aborrece, e mais que isso creio que não tinha vontade nenhuma, mas é com esse propósito que desde o início trabalhei e todos os pilotos que ambicionam correr no estrangeiro e ser os melhores. É assim que se tem que trabalhar…”, disse.








